Na madrugada de sábado, 3/1/2026, os Estados Unidos atacaram a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro, o presidente do país, e sua esposa que foram levados para serem julgados pela justiça dos Estados Unidos.
Donald Trump, presidente dos EUA, justificou a operação como uma ação para combater o “narcoterrorismo” e que agiu em nome da liberdade democrática contra a ditadura de Maduro. Agiu sem autorização prévia do Congresso em uma clara violação da soberania venezuelana. Extremistas de direita aplaudiram a intervenção e houve quem pedisse que o mesmo fosse feito no Brasil.
Justificativas que não convencem a quem conhece um mínimo da história das relações internacionais em especial na América Latina, onde interesses econômicos e ambições políticas falam mais alto do que desejo pela democracia e pela paz e ordem social. Veja os casos mais recentes.
Colômbia: presidente apoiado pelo cartel de Medellin é condecorado pelos EUA
Em 1991, a inteligência dos EUA listou o senador Álvaro Uribe Vélez, da Colômbia entre os mais importantes narcotraficantes colombianos. Em 1 de agosto de 2004 o Arquivo de Segurança Nacional publicou que Álvaro Uribe era um amigo pessoal de Pablo Escobar e que colaborava com o cartel de drogas de Medellín. O cartel de Medellin financiou as campanhas eleitorais de políticos colombianos, incluindo Álvaro Uribe. Além disso, Uribe foi acusado de fomentar o crescimento de grupos paramilitares ilegais, responsáveis pela maioria das violações dos direitos humanos nas últimas três décadas.

“A inteligência dos EUA incluiu o presidente colombiano Uribe [Álvaro Uribe] entre os “importantes narcotraficantes colombianos”. O então senador era dedicado à colaboração com o Cartel de Medellín em altos níveis do governo” – informa o título do documento do Arquivo de Segurança Nacional, Estados Unidos, em agosto de 2004.

George W. Bush, presidente dos EUA, condecora o ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe com a Medalha Presidencial da Liberdade, 13 de janeiro de 2009.
Honduras: presidente narcotraficante é perdoado por Trump
Durante o primeiro mandato de Donald Trump (2017-2021), o presidente de Honduras, Juan Orlando Hernandez (2014-2022) era recebido com honras de estado. Em 2021, Trump elogiou o presidente hondurenho por “trabalhar em estreita colaboração com os EUA” e por sua ajuda em “combater as drogas em uma escala nunca vista”. Mentira. Naquele mesmo ano, Tony Hernández, irmão Juan Orlando, estava prestes a ser julgado em um tribunal federal de Nova York por seu envolvimento em uma conspiração de tráfico de drogas e assassinatos que resultou na entrada de mais de 185 mil quilos de cocaína nos EUA, causando a morte de inúmeros americanos.

Juan Orlando Hernández, presidente de Honduras recebido por Donald Trump com todas as honras em 2021.
Ao deixar a presidência em 2022, Juan Orlando Hernández foi preso por agentes dos EUA, em sua casa na capital hondurenha e extraditado para os EUA. No tribunal federal de Nova York, depoimentos e documentos apontaram que Juan Orlando transformou Honduras em um ponto estratégico do tráfico internacional. A justiça americana o condenou a 45 anos de prisão por tráfico internacional de 400 toneladas cocaína.

Juan Orlando Hernández, ex-presidente de Honduras, levado por policiais durante seu julgamento nos EUA, março de 2024.
Em 2025, ao voltar à presidência para seu segundo mandato, Trump concedeu perdão a Juan Orlando e ele foi solto da prisão em 2 de dezembro de 2025. Motivo? É do mesmo partido de ultradireita do presidente de Honduras, Nasry Asfura, eleito em 24 de dezembro de 2025. Durante a campanha eleitoral, Nasry Asfura passou um tempo em Washington para demonstrar seu alinhamento com a política externa do governo Trump e recebeu apoio explícito do presidente dos EUA. Trump interveio nas eleições de Honduras prometendo reduzir a ajuda externa ao país caso Nasry Asfura não fosse eleito presidente.

Nasry Asfura, candidato conservador que recebeu apoio formal de Trump, durante campanha para as eleições em Honduras, em novembro de 2025.
Equador: bananas com cocaína para a Europa e tudo OK para os EUA
O atual presidente do Equador, Daniel Noboa (eleito em 2023 e reeleito em 2025), filho de um oligarca rico com diversas empresas situadas em paraísos fiscais. A lei equatoriana proíbe os candidatos a cargos eletivos de possuírem ativos em paraísos fiscais. E ainda, a empresa da família, a Noboa Trading é acusada de traficar cocaína para a Europa utilizando contêiners de bananas. Três carregamentos de cocaína da Noboa Trading S.A. foram interceptados entre 2020 e 2025, totalizando mais de 1.700 quilos de drogas apreendidas.
O Equador tornou-se um importante corredor para o tráfico global de cocaína, com os cartéis explorando a vasta indústria de exportação de bananas e a infraestrutura portuária para enviar drogas para fora do país. Os Estados Unidos fingem que nada acontece, já que Noboa também é de direita e aliado dos americanos.

Daniel Noboa e Donald Trump em uma reunião em Palm Beach, Flórida, EUA, em 29 de março de 2025.

A cocaína chega ao Equador vinda da Colômbia ou do Peru e é escondida em contêiners que levam bananas para a Europa. As exportações de banana representam 66% dos contêineres que saem do Equador, 30% vão para a Europa, especialmente Albânia, Croácia e Turquia, onde o consumo de drogas está crescendo. A Noboa Trading, empresa da família de Daniel Noboa, está envolvida nesse comércio ilegal.
Síria: ex-terrorista do Estado Islâmico perdoado por Trump
O político sírio Ahmed Hussein al-Shar’a era terrorista, tendo sido da Al-Qaeda até 2016, quando saiu e foi para o Estado Islâmico. O Departamento de Estado dos EUA listou Ahmes Hussein ao-Shar’a como “Terrorista Global Especialmente Designado” e anunciou uma recompensa de US$ 10 milhões por informações que levassem à sua captura.
Em 2024, assim que Bashar al-Assad, então presidente da Síria e aliado da Rússia, caiu em 2024, Ahmed Hussein al-Shar’a ascendeu ao poder do país. No mesmo dia, os EUA retiraram o seu nome de Ahmed Hussein al-Shar’a da lista de terroristas e a recompensa por sua captura.
Em novembro de 2025, Ahmed Hussein al-Shar’a foi recebido por Donald Trump com honras de estado. Foi o primeiro líder sírio a visitar a Casa Branca desde a independência do país, em 1946. Trump suspendeu as sanções contra a Síria, elogiou o líder sírio e anunciou, ainda, que a mudança de política daria à Síria “uma chance de grandeza” e que era “hora da Síria brilhar”. E a defesa da democracia tão alardeada pelos EUA? Isso não importa. Importante é ter a Síria como aliada, para contrabalancear a influência russa no Oriente Médio.

“Pare este terrorista”, avisa o pôster americano que oferece 10 milhões de dólares de recompensa pela captura de Mohammad al-Jawlani, nome de guerra do líder sírio Ahmed Hussein al-Shar’a quando participava da Al-Qaeda e do Estado Islâmico. Alguns anos depois, o ex-terrorista derruba o governo sírio aliado da Rússia, assume o poder e é recebido com honras por Donald Trump.
Arábia Saudita: silêncio dos EUA em nome de interesses de petróleo
Em 2018, o jornalista saudita progressista Jamal Khashoggi, crítico ao governo da Arábia Saudita, desapareceu após entrar no consulado do seu país em Istambul, na Turquia. Após ampla investigação a inteligência turca, um relatório da CIA e outro da ONU provaram que Jamal foi morto e esquartejado dentro da embaixada da Arábia Saudita sob ordem do ditador Mohammed bin Salman, o que causou furor internacional e tensões diplomáticas.
Qual foi a resposta dos EUA diante da evidente violação dos direitos humanos? Silêncio total. Nenhuma nota de repúdio, já que a Arábia Saudita é uma poderosa aliada dos EUA no Oriente Médio. A Arábia Saudita é uma das maiores produtoras de petróleo do mundo e base do sistema petrodólar, não à toa foi o primeiro país visitado por Donald Trump ao iniciar seu segundo mandato.

Imagens de uma câmera de segurança mostram o jornalista saudita Jamal Khashoggi entrando no consulado, em 2/10/2018 (à esquerda). Ele foi pegar documentos para se casar. Sua noiva ficou esperando do lado de fora. Khashoggi nunca saiu do prédio e seu corpo nunca foi encontrado. À direita, Mohammed bin Salman que mandou matar o jornalista.
Venezuela: o mito do cartel para validar o ataque dos EUA
Desde 2020, os EUA acusam Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, de chefiar o Cartel de los Soles, envolvido no comércio internacional de drogas. Outros membros do alto escalão do governo venezuelano estariam envolvidos segundo a justiça dos EUA. Acontece que a própria imprensa americana alega que o tal Cartel de Los Soles simplesmente não existe. Vários especialistas em América Latina e narcotráfico, incluindo o International Crisis Group afirmam que este cartel não existe. É uma invenção da administração de Donald Trump, uma desinformação do governo americano com o objetivo de justificar medidas de retaliação contra a Venezuela, país hostil aos EUA.

“Estarão os EUA mirando um cartel venezuelano que tecnicamente pode nem existir?”, diz a manchete do jornal CNN World de 17 de novembro de 2025.
Levantamentos mostram que a Venezuela sequer consta na lista de produtores de cocaína do mundo. O principal produtor de folha de coca é a Colômbia responsável por 65% da área cultivada (230.000 hectares), seguida pelo Peru (27%, 93.000 ha) e Bolívia (8%, 31.000 ha), como mostra no infográfico abaixo.
Já os EUA aparecem como os maiores consumidores de cocaína (6,5 milhões, 26% do total), seguida pela Europa (5,7 milhões, 24%), América Latina e Caraíbas (5,2 milhões, 20%), Ásia (3,4 milhões, 14%) e África (3,2 milhões, 13%). Como líderes do capitalismo mundial, os EUA devem saber que onde há demanda há oferta. “Podem nos fornecer, desde que sejam aliados”, parece ser essa a ideia de Donald Trump.

O mercado mundial da cocaína. Países produtores de cocaína no mundo e número de usuários da droga
O Corolário Trump: a nova Doutrina Monroe
A ação contra Nicolás Maduro e a Venezuela não tem nada a ver com tráfico de drogas, direitos humanos ou democracia… isso é propaganda enganosa. Os EUA sempre agiram e agem conforme seus interesses, só os desavisados ainda acreditam que existe alguma nobreza de intenções nas ações do sistema imperialista estadunidense. Vamos aos fatos.
Em 2 de dezembro de 2025, Trump emitiu uma mensagem presidencial relativa aos 202 anos da Doutrina Monroe comemorada naquela data. Nessa oportunidade, ele avisou:
Em 2 de dezembro de 1823, a doutrina da soberania americana foi imortalizada quando o presidente James Monroe declarou perante a nação uma verdade simples que ecoou ao longo dos séculos: Os Estados Unidos jamais vacilarão na defesa de nossa pátria, de nossos interesses ou do bem-estar de nossos cidadãos. Hoje, meu governo reafirma com orgulho essa promessa sob um novo “Corolário Trump” à Doutrina Monroe: Que o povo americano — e não nações estrangeiras nem instituições globalistas — sempre controlará seu próprio destino em nosso hemisfério.
Trump lançava a sua doutrina de segurança nacional, chamada por ele de “Corolário Trump”, em alusão ao Corolário Roosevelt, quando Theodore Roosevelt em 1904 fez uma emenda à Doutrina Monroe, que, resumidamente determinava “América é dos americanos”. Por “América” entenda todo continente americano, e “americanos” são eles, os estadunidenses.
O Corolário Roosevelt autorizava os EUA a intervir militarmente na América Latina como “polícia internacional” para estabilizar nações que não cumprissem suas obrigações ou fossem instáveis, prevenindo a intervenção europeia e justificando inúmeras intervenções militares americanas na região. Essa política, ligada à diplomacia do “Big Stick”, permitiu aos EUA atuar como força de pacificação e cobrar dívidas, expandindo o intervencionismo americano na região ao longo do século XX, como na República Dominicana, Nicarágua e Haiti.

Um enorme Tio Sam (simbolizando os EUA) tem as pernas abertas sobre as Américas empunhando um grande porrete com a inscrição “Doutrina Monroe 1824-1905”. O porrete é uma metáfora para a força militar. Charge política de Louis Dakrymple, sem data.

Caricatura de 1905 mostra o presidente dos EUA, Theodore Roosevelt usando sua “Nova Diplomacia” (escrita no porrete), a “diplomacia do Big Stick” que ele explicava com a frase “fale manso e carregue um porrete” para policiar o mundo. Charge política de Louis Dakrymple, revista Judge, 1905.
Voltando à mensagem de Trump, ele explica seu Corolário com evidente orgulho:
Desde que assumi o cargo, tenho buscado agressivamente uma política de “América Primeiro”, de paz através da força. Restauramos o acesso privilegiado dos EUA no Canal do Panamá. Estamos restabelecendo a supremacia marítima americana. Estamos combatendo práticas antimercantis nos setores de logística e cadeia de suprimentos internacionais. […] Revigorada pelo meu Corolário Trump, a Doutrina Monroe está viva e forte — e a liderança americana está retornando com mais força do que nunca.
Trump reafirma a “América é dos americanos” e, se necessário, utilizará de força militar para defender o interesse de suas empresas. Há uma mudança, um recuo momentâneo de suas ambições globais. Sem ter como enfrentar várias frentes, já que não conseguiu avançar na maioria que abriu, os EUA focam, agora, no continente americano para tornar a América Latina o seu quintal, literalmente.
Com isso os EUA visam cortar o acesso da China e da Rússia aos mercados e recursos naturais latino-americanos. Para frear a Rússia (que não conseguiu com as sanções econômicas), cortaram o acesso russo a um parceiro estratégico como a Venezuela.
A China avançou nos últimos 25 anos sobre a América do Sul. Em 2000 os EUA dominavam o continente como principal parceiro comercial. Hoje é a China o maior parceiro de quase todo continente sul americano. Para os EUA, cortar as relações China-América Latina é tentar proteger sua hegemonia declinante

Em 2023, a China ultrapassou os EUA como principal parceiro comercial dos países latino-americanos remodelando o cenário econômico da região.

Desde a década de 1950, ocorreram dezenas de intervenções dos EUA na América Latina incluindo operações secretas da CIA, apoio a golpes de direita e presença militar direta.
Os EUA, ao contrário da crença popular, nunca foram afeitos à democracia. Pelo contrário, desde o final da Segunda Guerra Mundial, já patrocinou golpes de estado em praticamente toda América Latina. Agora foi a vez da Venezuela sofrer o peso da invasão dos EUA. Após as sanções econômicas impostas ao país a partir de 2014, a Venezuela ameaçava o sistema petrodólar ao vender petróleo para a China em Yuan, a moeda chinesa. E isso ameaça a hegemonia do dólar.
O “corolário Trump à Doutrina Monroe” foi apelidado de Doutrina Donroe, uma combinação dos nomes Donald e Monroe. Ela menciona a necessidade de limitar as incursões estrangeiras hostis. Esta é claramente uma referência à China, mesmo sem mencionar nominalmente o país asiático.

Nicolás Maduro, algemado e com os olhos vendados, a bordo do navio de guerra americano USS Iwo Jima. A foto foi publicada em 3 de janeiro, por Donald Trump em sua conta nas redes sociais. (Foto: AFP).
O dia seguinte do ataque à Venezuela
Maduro e sua esposa se renderam “sem resistência” e foram levados aos EUA após a operação militar surpresa que levou à sua captura na Venezuela. Eles são acusados de crimes relacionados a drogas e porte de armas nos EUA.
Segundo os EUA, mais de 150 aeronaves foram utilizadas na operação. Elas decolaram de bases terrestres e marítimas, incluindo caças, aviões de reconhecimento, drones e helicópteros em direção a Caracas. Satélites e recursos cibernéticos interferiram nos radares venezuelanos. Nenhum americano foi morto durante a operação, enquanto o número de baixas venezuelanas chegou a 80, segundo o jornal New York Times de 4/1/2026.
Os Estados Unidos “vão governar o país”, disse o presidente Trump sobre a Venezuela em uma coletiva de imprensa após a captura de Nicolás Maduro pelas forças armadas. Ele também esboçou um plano para enviar empresas petrolíferas americanas para assumir as operações petrolíferas venezuelanas, mas ofereceu poucos detalhes concretos.
O Supremo Tribunal da Venezuela decretou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma o cargo de presidente interina enquanto Maduro estiver detido nos EUA. Delcy Rodríguez, afirmou na TV estatal que o objetivo da “mudança de regime na Venezuela” era se apoderar do petróleo e dos recursos naturais do país. Ela acrescentou que a Venezuela está pronta para defender esses recursos.
O ataque gerou crítica e condenação por parte de líderes da Rússia, China, Irã, Cuba, Reino Unido, México, Alemanha, Itália, Espanha, México, Colômbia, Brasil entre outros. Especialistas jurídicos também questionaram a legitimidade do ataque.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China criticou os EUA e afirmou que o ataque constituiu uma violação do direito internacional. “A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso flagrante da força pelos EUA contra um Estado soberano e a ação contra seu presidente”, disse o porta-voz.
Ocorreram manifestações de protesto contra o ataque dos EUA na Grécia, França, Colômbia, Índia, Brasil (em São Paulo e Brasília) e, inclusive, Estados Unidos (em Nova York).
Houve, também, comemorações por parte de exilados venezuelanos em cidades como Miami, Santiago, Boa Vista (Roraima) e Manaus (Amazonas). Entre líderes de direita que celebraram a captura de Maduro estão Javier Milei, presidente da Argentina, e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.

Venezuelanos queimam uma bandeira americana em protesto ao ataque dos EUA e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro de 2026, em Caracas, Venezuela.

Migrantes venezuelanos no Brasil comemoram a captura do presidente Nicolás Maduro pelo governo dos EUA, em 3 de janeiro de 2026, em Manaus, Amazonas.
Fonte
- KOBORI, José. O ataque à Venezuela e a Nova Ordem Mundial.
- Relatório sobre Rafael Uribe, Arquivo de Segurança Nacional, Estados Unidos, 2 agosto 2004.
- Fazenda de ex-presidente colombiano era base paramilitar, segundo novo depoimento. Relatório do Arquivo de Segurança Nacional, Estados Unidos, julho 2018.
- FLECK, Anna. Onde a cocaína é produzida e onde é consumida. Statista, 12 dezembro 2025.
- ZERO, Marcelo. O “Corolário Trump” à Doutrina Monroe. Fundação Perseu Abramo, 10 dez 2025.
Saiba mais
- Lançada a Doutrina Monroe: “América para os americanos”
- Imperialismo dos Estados Unidos em 10 charges.





