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Vargas e Bolsonaro: do trabalhismo ao ‘cidadão de bem’

19 de maio de 2026

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O fenômeno do populismo é uma das chaves mais persistentes e complexas para compreender a história política do Brasil moderno. Longe de ser um desvio temporário, ele estruturou as relações entre o Estado, as lideranças carismáticas e os cidadãos ao longo de quase um século, fazendo do país um verdadeiro “laboratório” ideológico-político global, como destaca o historiador Fabio Gentile.

Na primeira metade do século XX, a Era Vargas inaugurou o populismo clássico, indissociável do trabalhismo e de um projeto nacional-desenvolvimentista focado na industrialização de base e na incorporação controlada da classe operária por meio da concessão de direitos e da tutela estatal.

Já no século XXI, o bolsonarismo promoveu uma inversão radical dessa lógica ao consolidar o populismo de direita radical.

Embora ambos os movimentos partilhem da mesma estrutura tática — a conexão direta e carismática entre o líder e o povo, sem intermediários institucionais —, eles operam sobre matrizes ideológicas opostas e respondem a crises históricas distintas.

No bolsonarismo, o nacionalismo econômico varguista dá lugar ao ultraliberalismo focado no empreendedorismo, e a antiga identidade de classe do “trabalhador” é convertida em uma clivagem moral em torno do “cidadão de bem”.

Comparar Vargas e Jair Bolsonaro exige, portanto, decifrar como a própria morfologia do poder, a comunicação de massas e os projetos de nação se transformaram de 1930 até a atualidade.

Nota do Autor: Este artigo propõe uma análise estritamente técnica e descritiva das dinâmicas do populismo na história política brasileira. O estudo não faz julgamentos de valor sobre a qualidade das gestões de Getúlio Vargas e Jair Bolsonaro. O objetivo central é compreender as transformações discursivas e ideológicas desse fenômeno ao longo do tempo, mantendo o rigor e a neutralidade analítica inerentes à História e à Ciência Política.

1. Duas crises de hegemonia, dois nascimentos políticos

Nenhum movimento populista emerge no vácuo. Tanto o varguismo quanto o bolsonarismo nasceram do colapso de arranjos políticos anteriores, capitalizando a indignação popular contra as elites estabelecidas.

Em 1930, a crise que alçou Getúlio Vargas ao poder foi a falência da República Velha (1889–1930). O arranjo oligárquico da “política do café com leite”, focado nos interesses agrários e exportadores de São Paulo e Minas Gerais, mostrou-se incapaz de absorver as novas pressões da urbanização e de uma classe operária nascente, como também de gerenciar os impactos da Grande Depressão de 1929. Vargas surgiu como o modernizador do Estado, o líder capaz de centralizar o poder enfraquecido dos coronéis regionais e mediar o conflito social emergente através de uma nova ordem burocrática e jurídica.

O bolsonarismo, por sua vez, emergiu em meados da década de 2010 a partir de uma crise de representação democrática profunda, analisada em detalhes por Gabriel Silva Rezende em sua obra sobre a ascensão da direita radical no Brasil. Esse cenário foi adubado pelas manifestações de Junho de 2013, pela recessão econômica de 2014-2016 e pelo desgaste sistêmico provocado pelas investigações da Operação Lava Jato, que implodiram a legitimidade dos partidos tradicionais da Nova República, com destaque para o PT e o PSDB. Bolsonaro capturou essa atmosfera de rejeição ao sistema por meio de uma retórica de ruptura, apresentando-se como o único ator político imune e externo ao establishment corrompido.

2. A disputa pelo conceito de “povo”: classe produtiva x “cidadão de bem”

A definição de quem é o “povo” e quem é o seu antagonista (as “elites”) constitui o coração de qualquer teoria sobre o populismo, como aponta o cientista político Álvaro Bianchi em suas análises a partir de Ernesto Laclau. É nesse ponto que a divergência entre Vargas e Bolsonaro se torna mais explícita.

No populismo clássico (varguista), o sujeito político central é o trabalhador. O povo é definido por um critério socioeconômico e produtivo: são aqueles que vendem sua força de trabalho nas fábricas e campos para erguer a infraestrutura da nação moderna. A retórica de Vargas — sintetizada na célebre saudação “Trabalhadores do Brasil” — buscava incluir essa massa na cidadania por meio do direito legal e do reconhecimento do Estado. O inimigo, na narrativa varguista inicial, eram as oligarquias rurais parasitárias que amarravam o desenvolvimento do país e os “agitadores” (comunistas) que tentavam quebrar a harmonia social.

O populismo de direita (bolsonarista) opera uma mutação profunda: o critério de inclusão deixa de ser econômico e passa a ser moral e identitário. O povo legítimo é redefinido como o “cidadão de bem”. Como argumenta Martin Egon Maitino, o bolsonarismo utiliza a tática da polarização afetiva para clivar a sociedade não entre ricos e pobres, ou operários e patrões, mas entre o povo moralmente puro (composto por trabalhadores cristãos, defensores da família tradicional e patriotas) e um amálgama de inimigos internos. Esse grupo antagônico engloba a esquerda política, a grande imprensa, o meio acadêmico, os movimentos sociais e as instituições do poder judiciário. O conflito social, portanto, é deslocado da esfera econômica e transformado em uma guerra cultural e existencial permanente.

3. Do corporativismo à utopia do empreendedor de si mesmo

As concepções divergentes sobre o papel do Estado e as relações de trabalho desenham dois projetos de nação antitéticos.

O modelo de Getúlio Vargas baseava-se no nacional-desenvolvimentismo e no corporativismo. Diante do atraso industrial do Brasil, Vargas utilizou o Estado como o grande agente da modernização econômica, nacionalizando recursos naturais e criando indústrias de base, como a Companhia Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional.

Paralelamente, o Estado Novo desenhou um arranjo corporativista para regular as relações laborais: a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a instituição da Justiça do Trabalho garantiam uma rede de proteção social inédita ao mesmo tempo em que enquadravam os sindicatos sob o controle estrito do Ministério do Trabalho, proibindo greves e esvaziando a autonomia de classe. Havia a promessa de uma “paz social” tutelada por um Estado provedor e paternalista.

O bolsonarismo opera a destruição dessa herança varguista, substituindo o nacional-desenvolvimentismo por uma agenda econômica ultraliberal. Sob a liderança do ministro Paulo Guedes, o projeto de nação abandonou o papel indutor do Estado em prol de privatizações, desregulamentações de mercados e abertura comercial externa. No mundo do trabalho, a retórica bolsonarista inverteu a premissa de que a proteção legal gera dignidade. A ideia de que “o trabalhador deve escolher entre menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego” traduz a substituição da lógica de proteção social coletiva pela apologia do individualismo econômico.

O trabalhador ideal do bolsonarismo é o trabalhador autônomo, o prestador de serviços informais, o motorista de aplicativo; em suma, o “empreendedor de si mesmo” que não depende do Estado e negocia diretamente com o mercado. Os sindicatos perderam o papel de colaboradores estatais que possuíam com Vargas e foram carimbados como estruturas obsoletas e “parasitas” que impediam o livre desenvolvimento dos negócios.

Identidades em exibição: no topo, trabalhadores uniformizados e organizados por sindicatos oficiais saúdam Vargas em São Januário (RJ); abaixo, manifestantes utilizam camisas da seleção e cores da bandeira nacional em apoio a Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios (DF).

4. Cultura material e estética do poder: estádios x avenidas

A comparação visual das manifestações populares de ambos os movimentos oferece pistas fundamentais sobre as dinâmicas de poder e representação de cada época, funcionando como verdadeiros objetos da cultura material que registram valores coletivos.

Os grandes comícios da Era Vargas — especialmente as comemorações do Primeiro de Maio — eram encenados em espaços geometricamente fechados e institucionalizados, como o estádio de futebol de São Januário, no Rio de Janeiro. O estádio atuava como um microcosmo do Estado corporativista: um local com controle rígido de acessos, onde o público entrava em desfiles organizados, com uniformes de trabalho, portando faixas sindicais regulamentadas. Vargas discursava de uma tribuna elevada e distante. A arquitetura física reforçava a solenidade institucional e a mensagem de que a justiça social emanava da autoridade central do governante para as massas ordeiras.

As manifestações do bolsonarismo transferiram o palco da mobilização para as vias públicas abertas, como a Avenida Paulista, em São Paulo ou a orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, utilizando o trio elétrico como centro gravitacional. A estética das ruas abertas confere um caráter dinâmico, informal e aparentemente espontâneo ao ato político. O público abandona qualquer identificação com categorias sindicais ou de classe e adota um uniforme visual padronizado: a camisa da Seleção Brasileira e as cores verde e amarela. Essa uniformização estética cria a ilusão visual de uma massa homogênea, sem fissuras de renda ou raça, unida pelo patriotismo excludente. O líder, posicionado em cima de um veículo que remete ao Carnaval e às festas de rua, simula proximidade física com o homem comum, despindo-se das formalidades e liturgias associadas às burocracias estatais.

Dois modelos de mobilização: Getúlio Vargas institucionaliza o apoio popular em espaço controlado e cercado pelas arquibancadas de São Januário (RJ); Jair Bolsonaro utiliza a estética fluida do trio elétrico para ocupar o espaço público aberto na orla de Copacabana (RJ).

 5. Meios de comunicação: do rádio ao algoritmo

Para além das diferenças ideológicas, a transição do populismo clássico para o populismo bolsonarista é profundamente determinada pelas mudanças tecnológicas dos meios de comunicação.

A Era Vargas desenvolveu-se sob a hegemonia do rádio. O rádio é um meio de transmissão de massa unilateral, centralizado e vertical (uma pessoa fala para milhões). O governo Vargas percebeu rapidamente que as ondas curtas e médias podiam ultrapassar o analfabetismo da maioria da população e os limites geográficos do território nacional.

Com a criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) e a instituição da obrigatoriedade do programa A Hora do Brasil, o Estado exerceu um controle ferrenho da informação. O rádio funcionava como um instrumento de pedagogia cívica e de homogeneização. O objetivo da comunicação varguista não era criar divisões, mas sim pacificar o país por meio de uma narrativa oficial que colocava o Estado como o ponto de convergência de todos os brasileiros, blindando o governo contra ruídos ou críticas externas.

O bolsonarismo desenvolveu-se no interior de um ecossistema técnico completamente oposto: a internet, as redes sociais digitais e as plataformas de mensageria privada (WhatsApp e Telegram). A arquitetura dessas mídias é horizontal, fragmentada e bidirecional (muitos falam para muitos). Se o rádio operava pela centralização e censura estatal, o populismo digital opera pela saturação descentralizada de conteúdos e pela exploração das dinâmicas algorítmicas de engajamento.

Como apontam os estudos contemporâneos sobre a direita radical brasileira, as plataformas digitais não são canais neutros. Seus algoritmos de recomendação priorizam conteúdos que disparam fortes respostas emocionais coletivas, especificamente a indignação moral, o medo e a raiva. O bolsonarismo estruturou sua máquina de comunicação adaptando-se a essa engrenagem.

Em vez de buscar o consenso homogêneo do rádio varguista, o populismo digital bolsonarista lucra com a manutenção de uma polarização afetiva permanente. Essa dinâmica permitiu a criação de “câmaras de eco” e bolhas fechadas onde a base de apoiadores consome narrativas paralelas sobre a realidade. A passagem da comunicação analógica de massa (rádio) para a arquitetura digital em rede alterou não apenas a velocidade da difusão política, mas a própria natureza da esfera pública e da identidade coletiva.

Esse enclausuramento em bolhas e isolamento de informações destrói o solo comum da verdade compartilhada. A partir dele, qualquer dado oficial, checagem da imprensa ou decisão institucional que contrarie o líder é imediatamente convertida em “perseguição do sistema” pelas redes digitais.

A estratégia atual contrasta profundamente com o modelo do século XX. Enquanto Vargas precisava da estrutura burocrática e pesada do DIP para blindar sua imagem, Bolsonaro valeu-se de uma rede capilarizada e difusa de influenciadores, canais digitais e militantes que replicavam e descentralizavam a mensagem política com velocidade e alcance inimagináveis pelo antigo Estado analógico.

6. Messianismo político: “Pai dos Pobres” x “Mito” Salvador

O messianismo e o carisma são engrenagens vitais do populismo, mas as bases de legitimação mística de Getúlio Vargas e Jair Bolsonaro revelam naturezas profundamente distintas. O messianismo de Vargas era essencialmente laico, estatal e biográfico, ancorado na construção do mito do “Pai dos Pobres”. Esse carisma não dependia de uma teologia religiosa, mas da personificação do próprio Estado como uma entidade protetora e benevolente.

O auge dessa mística messiânica consolidou-se de forma trágica com a sua Carta Testamento em 1954. Ao proclamar que “sai da vida para entrar na história” e oferecer seu próprio sacrifício e sangue em defesa do povo contra as forças espoliadoras, Vargas transpôs sua liderança para o campo do sagrado político, gerando uma devoção popular que moldou o imaginário nacional por décadas.

Em contrapartida, o messianismo bolsonarista é explicitamente religioso, escatológico e identitário, perfeitamente sintetizado no lema “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Seu carisma apoia-se fortemente na fusão entre política e fé, mobilizando o eleitorado cristão — especialmente evangélicos e católicos conservadores — por meio de uma retórica de guerra espiritual.

Construções do messianismo: à esquerda, propaganda oficial do DIP (1941) retrata Vargas sob o manto do paternalismo estatal e tutor da juventude; à direita, arte digital que circulou em redes sociais bolsonaristas emoldura Bolsonaro na estética do líder heroico e combatente sobre um cavalo branco.

Esse caráter messiânico ganha uma dimensão simbólica quase literal através de dois elementos centrais explorados por sua base: o uso do próprio nome de batismo do líder, “Messias”, e a alcunha de “Mito”. A presença de “Messias” na certidão de nascimento é frequentemente instrumentalizada por redes de apoiadores e lideranças religiosas para chancelar a ideia de que sua trajetória representa a escolha de um enviado divino para salvar a nação.

Essa percepção é coroada pelo tratamento de “Mito”, um título que transcende a admiração política convencional e assume uma dimensão arquetípica. O líder passa a ser visto como uma figura dotada de autenticidade incorruptível, legitimada a travar um combate definitivo do bem contra o mal.

Bolsonaro não se apresenta como o arquiteto institucional do bem-estar social, mas como um redentor — uma narrativa potencializada pelo episódio da facada em 2018, lida por sua base como um milagre de sobrevivência. O messianismo aqui não promete a proteção material do Estado paternalista (como fazia Vargas), mas a salvação moral da pátria contra as ameaças do secularismo e do progressismo, transferindo o carisma secular para uma devoção de traços proféticos.

7. Natureza do autoritarismo: ditadura de Estado x insurgência antissistema

O viés autoritário percorre a trajetória de Vargas e Bolsonaro, mas se manifesta por meio de métodos e objetivos opostos. O autoritarismo de Vargas foi institucional, centralizador e construtor de estruturas. Durante o Estado Novo (1937–1945), Vargas fechou o Congresso, aboliu partidos políticos e impôs uma ditadura escancarada de cima para baixo.

Tratava-se de um autoritarismo racional-legal de forte matriz burocrática, focado no fortalecimento do poder central e no controle das forças produtivas por meio de aparatos estatais como o DIP e o enquadramento sindical corporativista. O Estado varguista sufocava a dissidência para garantir a estabilidade necessária ao projeto de industrialização de base.

O autoritarismo bolsonarista adota a forma de uma insurgência populista radical e antissistema. Ao invés de usar a burocracia estatal para centralizar o poder, Bolsonaro utilizou o topo do Poder Executivo para tensionar e deslegitimar as próprias instituições da democracia liberal, como o Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional e o sistema eleitoral. Trata-se de um autoritarismo que atua de baixo para cima, mobilizando permanentemente a sua base radicalizada nas ruas e nas redes digitais para emparedar as instâncias de freios e contrapesos do regime democrático.

Enquanto o autoritarismo varguista buscava a hipertrofia e a ordem burocrática do Estado, o autoritarismo bolsonarista opera pela via da desorganização institucional, do caos calculado e da erosão democrática interna.

Vetores do nacionalismo: à esquerda, o comício da Central do Brasil (1964) expressa o nacionalismo econômico trabalhista focado no monopólio estatal do petróleo; à direita, manifestantes bolsonaristas utilizam faixas com apelo institucional de força para contestar os poderes da República.

MATRIZ COMPARATIVA DOS MODELOS POPULISTAS

A metamorfose do Populismo na História Brasileira

A análise comparativa entre o populismo clássico de Getúlio Vargas e o populismo de direita de Jair Bolsonaro desvela os caminhos e descaminhos da cultura política brasileira ao longo do último século.

Longe de serem fenômenos idênticos, as duas lideranças ilustram como a mesma tática de apelo carismático direto às massas pode servir a projetos de nação antitéticos. Vargas personificou o nacional-desenvolvimentismo, a inclusão social pelo viés do trabalho tutelado e o fortalecimento de um Estado planejador, estruturando seu mito como o “Pai dos Pobres” dentro de uma lógica comunicacional centralizada e verticalizada pelo rádio.

Bolsonaro, por sua vez, operou uma inversão radical desse legado: instrumentalizou a indignação das ruas por meio da arquitetura horizontal e polarizadora das redes sociais, substituindo a identidade de classe do trabalhador pela divisão moral do “cidadão de bem”. Seu projeto trocou o desenvolvimento estatal pelo ultraliberalismo de mercado, e seu carisma transferiu-se do paternalismo secular para um messianismo religioso e reacionário em constante guerra cultural contra o establishment.

Para o professor e o historiador, compreender essa metamorfose é fundamental para fugir dos anacronismos e dos rótulos simplistas. A história política do Brasil revela-se, assim, como um rico laboratório onde as técnicas de mobilização popular se renovam conforme os meios técnicos avançam, mas cuja fratura central permanece latente: a constante oscilação entre a busca por caminhos institucionais de inclusão e a sedução por saídas salvacionistas. Ao fim, a trajetória nacional demonstra que o populismo é uma estratégia profundamente maleável, capaz de servir tanto a projetos autoritários de bem-estar via direitos quanto a agendas de desregulamentação econômica e conservadorismo moral em momentos de profunda crise social.

Trabalhando o populismo em sala de aula

Estamos preparando um material para você levar a reflexão desenvolvida nesse artigo para os alunos do Ensino Médio, estimulando-os a identificar semelhanças e diferenças entre o populismo clássico de Vargas e o populismo de Bolsonaro por meio de fotografias e trechos de discursos.

O objetivo dessa atividade é promover uma análise comparativa sobre as dinâmicas do populismo no Brasil e suas matrizes ideológicas sem cair em juízos de mérito dos governos citados.

Esse material será publicado, em breve, no site STUD HISTÓRIA.

Fonte

  • GENTILE, Fabio. De Vargas a Bolsonaro: o Brasil como “laboratório” ideológico-político para uma história global do populismo. Lusotopie, XXI (2), 2022.
  • LACLAU, Ernesto. A razão populista. São Paulo: Três Estrelas, 2013.
  • JR.FREITAS, Antonio Rodrigues de Freitas (coord); PEREIRA, Meire Rose Santos (org.). Populismo no Brasil: de Vargas a Bolsonaro. Londrina, PR: Thoth, 2026.
  • LYNCH, Christian; CASSIMORO, Paulo Henrique. O populismo reacionário: ascensão e legado do bolsonarismo. Editora Contracorrente, 2022.
  • REZENDE, Gabriel Silva. A ascensão do populismo de direita no Brasil: crise democrática e transformação política. Editora Appris, 2025.
  • MAITINO, Martin Egon. Populismo e bolsonarismo. Cadernos Cemarx, Campinas, SP (Unicamp), v.13, n.00, 2020.
  • MARQUES, Marcelo de Souza; CARLOS, Euzeneia. O populismo de extrema direita no governo Bolsonaro: uma abordagem discursiva. Dossiê Teoria do Discurso em debate: democracia e populismo. Sociologias (online), Porto Alegre, volume 27, 2025.
  • SILVA, Mayra Goulart da; RODRIGUES, Theófilo Codeço Machado. O populismo de direita no Brasil: neoliberalismo e autoritarismo no governo Bolsonaro. Dossiê Populismo e a Construção Política do Povo. Mediações, UEL, Londrina, PR, v. 26, n. 1, p. 86-107, jan-abr. 2021.

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