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11 inovações introduzidas pela 1ª Guerra Mundial no nosso cotidiano

17 de fevereiro de 2023

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BNCC

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) introduziu armas modernas e mais mortíferas como gás venenoso, lança-chamas e aviões com metralhadoras. Mas estimulou, também, o desenvolvimento de inovações práticas que hoje fazem parte de nossa vida cotidiana.

CONTEÚDO

  1. Absorventes íntimos
  2. Lenços de papel
  3. Relógio de pulso
  4. Horário de verão
  5. Pão sem trigo e salsicha sem carne
  6. Zíper
  7. Chá em saquinho
  8. Aço inoxidável
  9. Banco de Sangue
  10. Método Pilates de condicionamento físico
  11. Máquina de Raios X portátil e móvel
  • BNCC: 9° ano. Habilidade: EF09HI10

1. Absorventes íntimos

No século XIX, as mulheres improvisavam todo tipo roupas íntimas descartáveis ​​ou laváveis ​​para lidar com sua menstruação: panos menstruais feitos de flanela, lã ou algodão eram os mais comuns. Nos catálogos das lojas ofereciam-se calções de borracha impermeáveis e laváveis.

Em 1914, pouco antes de estourar a Primeira Guerra Mundial, os executivos da Kimberly-Clark durante uma viagem pela Europa descobriram um material feito de polpa de madeira processada que era era cinco vezes mais absorvente do que o algodão e custava a metade para ser produzido.

Anúncio de calça de borracha protetora (à esquerda), c.1920 e do absorvente Kotex (à esquerda), c. 1930.

No decorrer da guerra, com a escassez de algodão, a empresa passou a fabricar curativos cirúrgicos com aquele enchimento que foi registrado com o nome de Cellucotton. O produto foi um sucesso nos hospitais militares.

As enfermeiras da Cruz Vermelha, no entanto, encontraram outro uso para o Cellucotton: para a higiene íntima durante o ciclo menstrual. Terminada a guerra, a Kimberly-Clark recomprou o excesso de Cellucotton dos militares e, em 1920, lançou os absorventes higiênicos Kotex (junção das palavras inglesas cotton, algodão, e texture, textura, significando “textura de algidão).

O Kotex era feito de 40 camadas de Cellucotton embrulhadas à mão em gaze fina. Apesar da dificuldade em anunciar o produto (as revistas e catálogos inicialmente se recusaram a publicá-lo), o Kotex não demorou para se popularizar. Sua publicidade focava nas conquistas femininas da década prometendo à mulher autonomia, uma vida mais ativa fora de casa e trabalhar sem constrangimento.

2. Lenços de papel

A Kimberly-Clark continuou buscando outras utilidades para o Cellucotton. No início da década de 1920, um pesquisador teve a ideia de passar a polpa de celulose a ferro, para produzir um tecido fino, macio e absorvente. Depois de alguns experimentos, surgia o lenço de papel Kleenex, lançado em 1924 como um removedor de maquiagem descartável.

A origem do nome era uma associação de clean, “limpar”, com K, e o ex do absorvente Kotex, para mostrar ao consumidor que era um produto da mesma família.

Na década de 1930, a empresa encontrou mais uma utilidade para o Kleenex: como lenço de papel para resfriados e renite. O produto passou a ser comercializado com o slogan “Não carregue um resfriado no bolso”.

3. Relógio de pulso

Antes da Primeira Guerra, os relógios de pulso eram usados por mulheres como jóia e acessório de moda. Os homens usavam relógio de bolso, preso por uma corrente na roupa. Em guerra, saber a hora era essencial para sincronizar operações militares ou pilotar aviões e, ao mesmo tempo, deixar as duas mãos livres. O relógio de pulso foi, então, alçado à categoria de objeto imprescindível e masculino.

Os relógios de pulso tiveram seu design adaptado à nova situação: mostrador grande e luminoso que pudesse ser visto no escuro. Os números eram cobertos com a substância radioativa rádio para que brilhassem no escuro, e uma grade protegia o frágil mostrador de estilhaços ou batidas.

Depois de provar sua utilidade na guerra, os relógios de pulso ganharam aceitação como um acessório de moda masculina.

Relógio de pulso que pertenceu a um oficial da Primeira Guerra Mundial, 1916.

4. Horário de verão

A ideia de adiantar os relógios na primavera e atrasá-los no outono não era nova. Benjamin Franklin já havia sugerido a medida como forma de economizar energia em uma carta publicada por The Journal of Paris, em 1784. Velas eram desperdiçadas nas noites de verão porque o sol se punha antes de as pessoas irem dormir, ele explicou. E a luz do Sol era desperdiçada no início do dia porque o Sol nascia enquanto as pessoas dormiam.

Propostas semelhantes foram feitas na Nova Zelândia, em 1895, e na Grã-Bretanha, em 1909 – sem sucesso.

Durante a Primeira Guerra, no entanto, implementar a mudança tornou-se uma questão de sobrevivência. Na Alemanha, devastada pela escassez de carvão, as autoridades decretaram que, às 23 horas do dia 30 de abril de 1916, os relógios deveriam ser adiantados em 1 hora, para meia-noite. Isso geraria uma hora extra de luz diária na manhã seguinte.

A medida foi rapidamente adotada por outros países. A Grã-Bretanha seguiu o exemplo três semanas mais tarde, em 21 de maio de 1916.

Em março de 1918, o Congresso dos Estados Unidos estabeleceu vários fusos horários e oficializou horários para economia de luz diurna até o final da guerra.

Quando o conflito terminou, o esquema foi abandonado, mas a ideia tinha se alastrado e, mais tarde, voltou a ser adotada.

Cartaz dos Estados Unidos, mostrando Tio Sam virando o relógio para o horário de verão, 1918.

5. Pão sem trigo e salsicha sem carne

Um dos efeitos perversos da guerra é a escassez de alimentos para a população civil e os exércitos. Durante a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha sofreu boicotes na importação de trigo além das perdas de gado para a produção de carne. A saída foi comer nabo em diferentes receitas: cru, cozido ou em pasta no lugar da manteiga. Nada mais enjoativo e pouco nutritivo. Houve, inclusive, experimentos com serragem em pó para substituir o trigo.

Foi então que Konrad Adenauer, prefeito da cidade de Colônia, colocou em prática sua criatividade e conhecimentos gastronômicos. Ele usou uma mistura de farinha de arroz, cevada e farinha de milho da Romênia para fazer pão – substituindo o tradicional trigo. O sistema estava funcionando, o pão sem trigo era palatável. Mas, a invenção durou pouco: a Romêmia entrou na Guerra contra a Alemanha e o suprimento de farinha de milho foi interrompido.

Adenauer decidiu procurar um novo tipo de salsicha: preparou uma salsicha com farinha de soja, com alto teor de proteína, misturou cevada, arroz moído e um pouco de carne. Não era tão saborosa, mas alimentava. A salsicha de soja foi batizada de Friedenswurst, ou “salsicha da paz”, mas também ficou conhecida como Kölner Wurst, “salsicha de Colônia”.

A salsicha sem carne foi um passo importante na tecnologia de alimentos à base de vegetais. Adenauer solicitou a patente de sua salsicha no Instituto Imperial de Patentes na Alemanha, mas lhe foi negada. O produto contrariava os regulamentos alemães sobre o conteúdo adequado de uma salsicha – se não tivesse carne não poderia ser uma salsicha.

Estranhamente, ele teve mais sorte com a Grã-Bretanha, o inimigo da Alemanha na época. O Rei George V concedeu uma patente à salsicha de soja em 26 de junho de 1918.

6. Zíper

A invenção do zíper é anterior à Primeira Guerra, mas foi este conflito mundial que demonstrou sua praticidade e eficiência disseminando-o na indústria e comércio. A patente do zíper foi registrada em 1893 pelo inventor americano Whitcom Judson com o nome de clasp-locker, “fecho-cadeado”. Foi apresentado como um fecho para sapatos e botas de cano alto e sugerido para espartilhos, luvas e malas. Judson tentou fabricar seu invento, mas os fabricantes de roupas mostraram pouco interesse no fecho.

Em 1913, o fecho de Judson foi aprimorado e simplificado pelo engenheiro sueco-americano Gideon Sundback. Em 1918, uma empresa que fabricava macacões para os pilotos da Marinha dos Estados Unidos encomendou milhares de fechos de Sundback. Logo, uma fabricante de galochas de borracha também fez encomendas do fecho, chamando o novo design de “zíperes”. O nome pegou e o zíper se popularizou em botas e bolsas de tabaco. Mas ainda levariam quase trinta anos para o zíper ser utilizado na indústria da moda, especialmente feminina, por ser considerado um acabamento de costura de mau gosto e de uso não recomendado às mulheres “respeitáveis”, pela facilidade de se despir.

Desenho do zíper de Gideon Sundback para o registro da patente, 1917.

Anúncio de bota feminina com zíper, década de 1920.

7. Chá em saquinho

O chá em saquinho também surgiu durante a Primeira Guerra. A fabricante alemã de chá Teekanne (que significa “bule” em alemão) lançou em 1912 a marca Teefix que forneceu aos soldados e civis as chamadas tee bombe, “bombas de chá”, uma porção de chá em pequenos saquinhos de gaze feitos à mão. Mais práticos de usar, indo diretamente para a xícara e sem desperdício, as tee bombe fizeram sucesso.

Esses saquinhos foram os precursores do saquinho de chá moderno.

Caixa de chá de saquinho da Teekanne (à esquerda) e o “tee bombe” (à direita).

8. Aço inoxidável

Os militares britânicos estavam buscando encontrar um metal mais duro para suas armas e que fosse menos suscetível à distorção pelo calor e fricção produzidos pela passagem das balas que enferrujavam as paredes internas dos canos.

Em 1913, Harry Brearley, metalúrgico de uma empresa de Sheffield, Inglaterra, foi encarregado de procurar uma outra liga, mais resistente. Ele experimentou adicionar cromo ao ferro fundido. Conta-se que ele jogou fora as amostras que tinha testado, achando que não tinham dado certo. O material ficou jogado num canto, até Brearley se dar conta de que as amostras não tinham enferrujado. Ele havia descoberto o segredo do aço inoxidável.

O “aço sem ferrugem” (mais tarde chamado de aço inoxidável) foi usado durante a Primeira Guerra Mundial para fabricar motores de aeronaves, talheres e instrumentos médicos.

O invento foi aperfeiçoado em 1924 por William Hatfield que, além do cromo, incluiu níquel em sua composição produzindo o aço inoxidável que ainda hoje é a liga mais utilizada.

Monumento a Harry Brearley, em Sheffield , Inglaterra; faca de aço inoxidável fabricada por ele por volta de 1915 (abaixo).

9. Banco de Sangue

Antes da Primeira Guerra, os médicos raramente realizavam transfusões de sangue. O sangue de um paciente tinha que ser transferido diretamente para outro, porque coagularia se deixado fora do corpo por muito tempo. No entanto, após a descoberta de diferentes tipos de sangue e a capacidade da refrigeração em prolongar a vida útil do sangue possibilitaram a realização de transfusões mais seguras.

Em 1917, o médico Oswald Hope Robertson, do Exército dos Estados Unidos, foi chamado para integrar equipes médicas na França. A perda de sangue no campo de batalha era uma das principais causas de morte, e os médicos franceses e britânicos estavam experimentando novas técnicas de transfusão. Contudo, as condições do campo de batalha não permitiam os procedimentos diretos e delicados que os hospitais usavam.

Robertson propôs ao corpo médico procurar voluntários, geralmente soldados levemente feridos, com sangue tipo O, que poderia ser administrado com segurança à maioria dos soldados. Cada um doaria cerca de dois copos de sangue, que seriam colocados em uma garrafa e tratados com citrato de sódio, comprovado como um anticoagulante eficaz. As garrafas foram embaladas com serragem e gelo, o que ajudou a preservar o sangue por até 28 dias.

O resultado foi o primeiro “depósito de sangue” — o precursor do moderno banco de sangue — em 1917. O sistema foi testado na Batalha de Cambrai, na Frente Ocidental. Nem todos os soldados que receberam as transfusões do depósito de sangue sobreviveram. Mas em março do ano seguinte, os hospitais das Forças Expedicionárias Americanas estavam convencidos da utilidade dos depósitos e adotaram oficialmente o método de Robertson.

Um kit de transfusão de sangue da Primeira Guerra Mundial, incluindo tubos de conexão, agulhas e um frasco de vidro para armazenamento do sangue.

 10. Método Pilates de condicionamento físico

Joseph Hubertus Pilates era um fisiculturista alemão que trabalhava como artista de circo e boxeador na Grã-Bretanha quando a guerra eclodiu. Considerado inimigo, ele foi detido e internado com outros cidadãos alemães no Castelo de Lancaster. Durante os mais de três anos em que esteve internado, Pilates desenvolveu um método de fortalecimento muscular por meio de alongamentos e movimentos físicos lentos e precisos que ele chamou de “Contrologia”.

Seu método ajudou na reabilitação de internados acamados, colocando molas e correias em suas cabeceiras e estribos para treinamento de resistência.

A “Contrologia” estimula o uso da mente para controlar os músculos e e fornecer suporte para a coluna vertebral fortalecendo os músculos abdominais. Os exercícios de Pilates ensinam a consciência da respiração e do alinhamento da coluna possibilitando flexibilidade, força e resistência.

Alguns dos primeiros usos do método de Pilates incluíram a reabilitação de veteranos gravemente feridos.

Joseph Hubertus Pilates (de pé, à esquerda) em sua academia, c. 1930.

11. Máquina de Raios X portátil e móvel

O Raio X foi descoberto em 1895 e sua aplicação médica ainda estava em experimento quando começou a Primeira Guerra. Os aparelhos de Raios X, eram máquinas grandes e pesadas, instaladas nos hospitais e longe dos campos de batalha onde os soldados feridos eram tratados.

Marie Curie, a pioneira da radiologia, tomou a iniciativa de desenvolver unidades móveis dotadas de aparelhos portáteis de Raios X para que chegassem até os hospitais onde os cirurgiões do exército poderiam usar o equipamento para guiar suas cirurgias.

O “carro radiológico” de Curie possuía também equipamento fotográfico de câmera escura. Um grande obstáculo era a necessidade de energia elétrica para operar a máquina de Raios X. Curie resolveu o problema incorporando um dínamo, um tipo de gerador elétrico, ao motor do carro.

Curie conseguiu que a União das Mulheres da França, uma organização filantrópica, lhe fornecesse o dinheiro necessário para produzir o primeiro carro. Depois fez campanha junto às mulheres ricas de Paris para doarem veículos. Logo ela tinha 20 automóveis e pequenos caminhões que equipou com máquinas de Raios X e passaram a percorrer estações cirúrgicas na frente de combate. Eram chamados de “Little Curies”.

Ela também treinou 20 mulheres voluntárias no primeiro curso de formação de operadoras de Raios X. Ensinava física da eletricidade além de aulas práticas de anatomia e processamento fotográfico. Outras mulheres se apresentaram totalizando, no final, 150 mulheres treinadas como operadoras de Raios X. As mulheres também aprenderam a dirigir, trocar pneus furados e alguns rudimentos de mecânica de automóveis.

Estima-se que o número total de soldados feridos que receberam exames de Raio X durante a guerra ultrapassou um milhão.

Uma unidade móvel de radiologia criada por Marie Curie e usada pelo exército francês durante a Primeira Guerra Mundial.

Médicos em um hospital de campo francês da Primeira Guerra Mundial localizando uma bala com máquina de raios-X.

Marie Curie dirigindo seu carro radiológico durante a Primeira Guerra Mundial.

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