O filósofo Jean-Paul Charles Aymard Sartre (1905-1980) foi o maior representante da corrente existencialista. Seu trabalho e personalidade marcaram a vida intelectual e política da França de 1945 à década de 1970.
Escritor prolífico, fundador e diretor da revista “Les Temps modernes” (1945), Sartre é conhecido tanto por seu trabalho filosófico e literário quanto por sua militância política no Partido Comunista, primeiro na corrente leninista e, na década de 1970, na corrente maoísta.
Sem concessões e fiel a suas ideias, Sartre sempre rejeitou honras e todas as formas de censura. Recusou o Prêmio Nobel de Literatura em 1964, no entanto, uma exceção notável, aceitou o título de “doutor honoris causa” da Universidade de Jerusalém em 1976.
Ele compartilhou sua vida com Simone de Beauvoir, filósofa e feminista com quem formou um casal ícone do século XX. Suas filosofias, embora muito próximas, não podem ser confundidas.
Entre as principais obras de Sartre estão: A imaginação (1936); A Transcendência do Ego (1937); O Muro (1939); Esboço de uma Teoria das Emoções (1939); O Imaginário (1940); As moscas (teatro,1943); A Idade da Razão (1945); Entre quatro Paredes (teatro, 1945); Mortos sem sepultura (teatro, 1946); A engrenagem (teatro,1948); Crítica da Razão Dialética (1960); As palavras (autobiografia, 1964).

