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Cadela Laika, o primeiro ser vivo a orbitar aTerra

03 de novembro de 1957

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BNCC

Em 3 de novembro de 1957, a cadela russa chamada Laika, de 3 anos de idade, foi lançada ao espaço a bordo da nave soviética Sputnik 2. Foi o primeiro ser vivo a orbitar o planeta Terra. Laika era um cão de rua de Moscou. Foi capturada para o programa espacial soviético.

Na época pouco se sabia sobre os efeitos de um voo espacial sobre os seres vivos, e a tecnologia suborbital ainda não havia sido desenvolvida. Portanto, a sobrevivência de Laika nunca foi esperada.

  • BNCC: 9º ano. Habilidade: EF09HI28

A nave estava equipada com instrumentos para medir a radiação solar e os raios cósmicos, um sistema de geração de oxigênio e sistema para absorver dióxido de carbono. Um ventilador era acionado quando a temperatura da nave superava os 15 °C, para manter a temperatura do animal. Além disso, o satélite foi provido com comida suficiente, em forma de gelatina, para um voo de sete dias.

A cadela foi equipada com uma bolsa para armazenar seus dejetos, e uma cadeirinha que limitava seus movimentos ao sentar-se, pôr-se de pé ou encostar-se, já que na cabina não havia espaço para dar voltas.

Cadela Laika no Sputnik II.

Laika em seu apertado espaço na nave soviética Sputnik II.

Durante os primeiros minutos após a decolagem, os sensores indicaram que a frequência cardíaca de Laika aumentou para três vezes o nível de repouso. Depois que ela atingiu a gravidade zero, seu pulso caiu novamente; no entanto, demorou três vezes mais do que os testes de solo anteriores. Isso indicava alto estresse. Após cerca de cinco a sete horas de voo, não foram transmitidos mais sinais de vida da espaçonave.

Laika morreu entre cinco e sete horas depois do lançamento, bem antes do planejado. A verdadeira causa e a hora de sua morte não foram divulgadas até 2002; em vez disso, foi amplamente divulgado que ela morreu quando seu oxigênio acabou no sexto dia ou, como o governo soviético afirmou inicialmente, ela foi sacrificada antes do esgotamento do oxigênio.

O animal morreu provavelmente de calor por causa da má proteção térmica, além do estresse sofrido.

Apesar do acidente, essa experiência demonstrou ser possível para um animal suportar as condições de microgravidade, abrindo caminho assim para participação humana em voos espaciais. Depois do voo de Laika, a União Soviética  enviou mais doze cães para o espaço, dos quais cinco voltaram vivos à Terra.

Em 11 de abril de 2008, autoridades russas inauguraram um monumento de homenagem a Laika, construído perto do centro de pesquisa militar em Moscou que preparou o voo de Laika para o espaço. Retratava um cachorro parado em cima de um foguete. Ela também aparece no Monumento os Conquistadores do Espaço, em Moscou.

Monumento a Laika, em Moscou.

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