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Berta Lutz defende o direito de voto para as mulheres

14 de dezembro de 1918

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Em 14 de dezembro de 1918, a bióloga paulista Bertha Lutz, publicou o artigo “Somos filhos de tais mulheres”, na Revista da Semana, com o pseudônimo de Iracema. O artigo respondia a um jornalista carioca que escrevera sobre o movimento feminista na Inglaterra e nos Estados Unidos e feminismos e afirmara que ele pouco influenciaria a vida das mulheres brasileiras.

Bertha que morou na Europa onde conheceu a explosiva campanha das sufragistas, ficou indignada com o descrédito do jornalista. Redigiu uma matéria contundente conclamando as mulheres a fundarem uma associação para lutar por seus direitos. O artigo teve enorme repercussão na sociedade.

Bertha empenhou-se na luta pelo voto feminino e junto com outras mulheres, entre as quais Maria Lacerda de Moura, criou, em 1919, a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher que, em 1922, se transformou na Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF). Não parou mais, desde então.

Aliada à luta pela causa feminina, ainda teve tempo de trabalhar por 46 anos como pesquisadora e professora na do Museu Nacional, Rio de Janeiro, alcançando o reconhecimento internacional na área de zoologia.

FOTO: Bertha Lutz (1894-1976), pioneira das lutas femininas no Brasil e reconhecida internacionalmente por suas contribuições na pesquisa zoológica.

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