Dilúvios mitológicos, a ira divina para a destruição da humanidade

14 de agosto de 2020

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Em muitas civilizações ao longo da História, há um mito que se repete: a destruição da humanidade por um dilúvio. Ele pode ser provocado por chuvas torrenciais, enchentes avassaladoras, ondas marinhas gigantescas ou pelo afundamento de continentes debaixo do mar (como o mito de Atlântida). É uma catástrofe enviada por deus ou pelos deuses para punir a humanidade por suas faltas morais ou religiosas, e sua desobediência às regras e leis.

Para além do dilúvio bíblico da tradição hebraica, há relatos mais antigos como os dilúvios das epopeias mesopotâmicas de Atrahasis e Gilgamesh, passando pelo mito hindu de Manu, pelo grego de Deucalião e pelo inca de Viracocha – que examinamos a seguir. Há ainda, relatos de dilúvio nas mitologias nórdica, irlandesa, egípcia (realizado pela deusa leoa Sekhmet), chinesa, aborígene australiana, polinésia e, na América, entre os maias, muíscas, mapuches e hopis.

O dilúvio, contudo, nunca é o fim definitivo da humanidade. É sempre seguido de uma nova humanidade e de uma nova história. Extingue os maus, os pervertidos e os desobedientes. O dilúvio purifica e regenera como se fosse um batismo coletivo decidido por uma consciência superior e soberana (Deus ou deuses). Lembra da finitude do ser humano e restabelece os vínculos  do homem com a divindade.

De modo geral, as pessoas têm três visões sobre o dilúvio:

  • acreditar que ele aconteceu conforme é transmitido por sua fé religiosa;
  • acreditar que é apenas um mito e nunca aconteceu;
  • acreditar que ele deriva de um ou mais eventos reais, posteriormente ampliados e / ou mitificados.

Vamos examinar a seguir os dilúvios mitológicos mais conhecidos.

Mapa da antiga Mesopotâmia

A versão do dilúvio mais antiga conhecida é a da Mesopotâmia. Essa região entre os rios Tigre e Eufrates, no atual Iraque, era formada por pântanos e lagoas, e sofria enchentes frequentes. O solo fértil atraiu muitos povos. Os primeiros foram os sumérios que ali fundaram suas cidades a partir de 3000 a.C.

1. Dilúvio mesopotâmico de Atrahasis

Tablete contendo a Epopeia de Atrahasis.

Tablete com sinais cuneiformes, escrito em acadiano, contendo a Epopeia de Atrahasis. Museu Britânico.

A epopeia de Atrahasis, datada de 1750 a.C., é a mais antiga história conhecida sobre o dilúvio. Foi gravada com sinais cuneiformes, sobre três tabletes de argila, em acadiano, língua da antiga Babilônia. Atrahasis, que significa “extremamente sábio” em acadiano, é o protagonista que sobrevive à inundação. Seu nome aparece também em uma lista de reis da cidade sumeriana de Shuruppak nos tempos anteriores à inundação.

Enlil, deus do vento, descontente com a superpopulação, decide destruir a humanidade com um dilúvio. Enki, o deus da água, adverte o herói Atrhasis e o instrui a derrubar sua casa e construir um barco de grande tamanho e três andares. O barco deve ter um teto e ser bem vedado com betume. Atrahasis embarca com sua família e os animais. A tempestade começa e é tão violenta que até os deuses ficam com medo. Após sete dias, as chuvas pararam e a água começou a baixar. Atrahasis desembarca e faz um sacrifício aos deuses.

A arca de Atrahasis

Em 2014, o especialista em inscrições cuneiformes, Irving Finkel, do Departamento de Oriente Médio do Museu Britânico, surpreendeu o mundo com a tradução de um tablete mesopotâmico com 60 linhas de texto que traziam uma descrição da arca de Atrahasis.

Segundo o texto, a arca tinha o formato redondo, do tipo coracle, embarcação leve usada na Mesopotâmia da época e ainda comum entre povos pescadores em todo mundo. A descrição fornecida pelo tablete mesopotâmico contraria a da Bíblia cujas medidas (o comprimento seis vezes a medida da largura) indicam um barco padrão, longo e estreito.

Um barco redondo com estrutura de bambu, porém, faz mais sentido em regiões alagadiças como era o sul da Mesopotâmia do que um barco bíblico mais adequado para navegação marítima.

Vídeo do Museu Britânico sobre a descoberta de Irving Finkel

O tablete informa ainda que a Arca foi construída com madeira, cordas de tecido e esteiras de palha recobertas com espessa camada de betume. Tinha 220 pés (67 m) de diâmetro com paredes de 20 pés (6 m) de altura. Possuía dois níveis divididos em seções, e um telhado na parte superior.

Uma réplica em escala menor da arca redonda foi construída e testada em Kerala, no sudoeste da Índia. Os trabalhos foram acompanhados por Irving Finkel e seguiu as instruções dadas pelo tablete empregando-se bambu, palmeiras, cana e cordas de tecido. Não foram utilizadas ferramentas elétricas, cola ou pregos. A vedação foi feita com betume natural. A réplica pronta pesou 35 toneladas.

Replica da arca redonda, segundo Irving Finkel.

Replica da arca construída de acordo com a descrição assinalada no tablete de argila traduzido por Irving Finkel.

2. Dilúvio mesopotâmico de Gilgamesh

Tablete contendo a Epopeia de Gilgamesh.

Tablete com sinais cuneiformes, escrito em acadiano, contendo a Epopeia de Gilgamesh. Museu Britânico.

A epopeia de Gilgamesh, que chegou a nós em fragmentados datados do séc. VIII a.C. escritos em acadiano, é uma versão posterior do épico de Atrahasis. Conta a história do deus-herói Gilgamesh, rei da cidade sumeriana de Uruk. Neste épico, o episódio do dilúvio é muito similar à versão bíblica e o sobrevivente chama-se Utnapishtim, o homem justo e imortal, equivalente a Atrahasis e ao Noé hebraico.

Gilgamesh quer saber como Utnapishtim obteve sua imortalidade e é, então, que ele conta a história do dilúvio. Os deuses decidiram destruir a humanidade. Ea, deus das águas profundas adverte Utnapishtim e o instrui a derrubar sua casa e a construir um barco dando-lhe as dimensões precisas e que fosse vedado com betume. Sua família inteira embarcou junto com seus artesãos e todos os animais do campo, “dois a dois”. Veio a tempestade violenta e durou seis dias e seis noites.

Utnapishtim continua o seu relato, na epopeia de Gilgamesh:

Quando o sétimo dia despontou, amainou a tempestade, o mar tornou-se calmo (…) toda humanidade se transformara em barro. (…) Por todos os lados havia o deserto da água. Em vão procurei a terra, mas à distância de catorze léguas apareceu uma montanha, e aí o barco encalhou.

 

(…) Soltei uma pomba e deixei-a ir. Ela voou, mas não encontrando lugar onde pousar, voltou. Então soltei uma andorinha, e ela voou, mas não encontrando lugar onde pousar, voltou. Soltei um corvo, ele viu que as águas se tinham retirado, comeu, voou à volta, grasnou e não voltou.

 

Então abri tudo aos quatro ventos, fiz um sacrifício e derramei uma libação no alto da montanha. (…) Quando os deuses sentiram esse suave odor, juntaram-se como moscas sobre o sacrifício. (Gilgamesh, rei de Uruk)

3. Dilúvio bíblico, na tradição hebraica

Os hebreus eram, originalmente, pastores que, há 4.000 anos viviam nos arredores de Ur, no sul da Mesopotâmia, organizados em clãs. Dali teriam migrado para a Canaã, por volta de 1800 a.C.

É possível que, por essa época, a epopeia de Atrahasis já fosse conhecida como tradição oral e que os hebreus a tenham absorvido e transmitido às suas gerações. Isso explicaria como uma história que traz instruções sobre a construção de barco e navegação estava no imaginário de um povo pastoril sem qualquer experiência com essas técnicas. O próprio dilúvio torna-se compreensível, afinal as inundações nunca foram uma preocupação premente entre hebreus e seus descendentes, os israelitas e os judeus.

A história do Dilúvio Universal e da Arca de Noé foi registrada na Bíblia. Segundo os especialistas, a Bíblia começou a ser escrita cerca de quinhentos anos depois do Êxodo (FOX, 1993). O problema é que os livros do Velho Testamento não trazem a data em que foram escritos e poucos indicam o nome de seus autores. Acredita-se que o Gênesis, que traz a história da criação e do dilúvio, teria sido escrito por dois autores diferentes, entre os séculos VIII e VI a.C., portanto, na mesma época dos tabletes da epopeia de Gilgamesh. Mas, nessa época, o reino de Israel fora destruído pelos assírios. Restava o reino de Judá que, no séc. VI a.C. caiu sob domínio de Nabucodonosor que levou os judeus como escravos para a Babilônia. O chamado cativeiro da Babilônia, que durou quase cinquenta anos, teria favorecido a (re)aproximação dos judeus com a epopeia de Gilgamesh.

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O dilúvio e a arca, cena do filme “Noé”, de 2014, dirigido por Darren Aronofsky.

O dilúvio e a arca, cena do filme “Noé”, de 2014, dirigido por Darren Aronofsky.

O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre somente para o mal. Então o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a terra, e isso cortou-lhe o coração.

 

(…) Deus disse a Noé: “Darei fim a todos os seres humanos, porque a terra encheu-se de violência por causa deles. Eu os destruirei com a terra. Você, porém, fará uma arca de madeira de cipreste; divida-a em compartimentos e revista-a de piche por dentro e por fora.”

 

“Faça-a com 300 côvados de comprimento, 50 côvados de largura e 30 côvados de altura. Faça-lhe um teto com um vão de quarenta e cinco centímetros entre o teto e o corpo da arca”. (…) “Faça entrar na arca um casal de cada um dos seres vivos, macho e fêmea, para conservá-los vivos com você”. (…) “Entre na arca, você e toda a sua família, porque você é o único justo que encontrei nesta geração.

 

(…) E a chuva caiu sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites. (…) Ao fim de cento e cinquenta dias , as águas tinha diminuído e, no décimo sétimo dia do sétimo mês, a arca pousou nas montanhas do Ararat.

 

(…) Passados quarenta dias, Noé abriu a janela que fizera na arca e soltou o corvo mas este ficou dando voltas. Depois soltou uma pomba para ver se as águas tinham diminuído na superfície da terra. Mas a pomba não encontrou lugar onde pousar os pés (…) e, por isso, voltou para a arca.

 

Noé esperou mais sete dias e soltou novamente a pomba. Ao entardecer, quando a pomba voltou, trouxe em seu bico uma folha nova de oliveira. Noé ficou sabendo que as águas tinham diminuído sobre a terra.

 

Esperou ainda outros sete dias e de novo soltou a pomba, mas desta vez ela não voltou.

 

(…) Então Noé saiu da arca com sua mulher e seus filhos e as mulheres deles.

 

(…) Depois Noé construiu um altar dedicado ao Senhor e, tomando alguns animais e aves puros, ofereceu-os como holocausto queimando-os sobre o altar. O Senhor sentiu o aroma agradável e disse a si mesmo: “Nunca mais amaldiçoarei a terra por causa do homem (…). E nunca mais destruirei todos os seres vivos como fiz desta vez”. (Gênesis: 6, 7 e 8. Bíblia online.net)

Segundo o Gênesis, a construção da arca seguiu as instruções dadas por Deus a Noé: a arca deveria ter 300 côvados de comprimento, 50 côvados de largura e 30 côvados de altura. Se considerar 1 côvado equivalente a 44,5 centímetros (outras estimativas do cúbito antigo são 56 e 61 centímetros), a arca teria 133,5 metros de comprimento, 22,3 metros de largura e 13,4 metros de altura. Estima-se que tal navio teria aproximadamente o mesmo deslocamento que o transatlântico Titanic (1911), com 269 metros de comprimento..

As dimensões bíblicas da arca baseavam-se em uma preocupação numerológica com o número 60, o mesmo número que caracteriza o navio de Utnapishtim, o herói do dilúvio da Babilônia. Suas três divisões internas refletem o universo de três partes imaginado pelos antigos israelitas: o céu, a terra e o mundo subterrâneo. Devia ser construída com madeira de Gopher, uma palavra que não aparece em nenhum outro lugar da Bíblia e que os especialistas ainda divergem a que árvore se referia. A arca seria untada com koper, que significa piche ou betume: em hebraico as duas palavras estão intimamente relacionadas.

O dilúvio e a arca de Noé segundo a tradição hebraica foram incorporados pelo cristianismo (relatados no livro do Gênesis, no Antigo Testamento) e pelo islamismo, na sura 11 do Alcorão. A história povoou o imaginário ocidental e ainda hoje estimula pesquisas arqueológicos e expedições de aventureiros em busca da arca de Noé. Veja a respeito no artigo “Em busca da Arca de Noé“.

4. O dilúvio na mitologia grega

Deucalião e Pirra.

Deucalião e Pirra atiram pedras para trás dando origem a uma nova humanidade.

Zeus quis destruir os homens da idade do bronze, por causa de suas perversidades e vícios. Enviou pois um grande dilúvio e pediu ajuda a seu irmão, Poseidon, deus dos mares. As águas dos rios e dos mares inundaram toda a terra engolindo rebanhos, casa, homens e animais.

O titã Prometeu, uma raça gigantesca que habitou a terra no início dos tempos, advertiu seu filho Deucalião, o mais justo dos homens e Pirra, a mais virtuosa das mulheres sobre o dilúvio. Instruiu o casal a construir uma grande arca onde, durante nove dias e nove noites, flutuaram sobre as águas do dilúvio. Acabaram por encalhar nas montanhas do Parnaso.

Terminada a inundação, Zeus lhes enviou Hermes, concedendo-lhes a satisfação de um desejo. Deucalião pediu que renovasse a humanidade. Foi-lhes ordenado, então, que atirassem para trás os ossos de sua mãe.

Pirra se horrorizou dessa impiedade: “Não podemos profanar os restos de nossos pais”. Mas Deucalião lembrou-lhe que os deuses falam por metáforas e interpretou os ossos como sendo pedras, os ossos da Terra, que é a mãe comum de todos.

Os dois apanharam pedras e começaram a atirá-las para trás, sobre os ombros: das que Deucalião atirou nasceram homens, das que Pirra, nasceram as mulheres.

5. O dilúvio na mitologia hindu

Matsya, o peixe, foi o primeiro avatar do deu Vishnu.

Matsya, o peixe, foi o primeiro avatar do deu Vishnu, o deus conservador que desceu à terra para proteger o mundo em várias épocas de perigo.

O deus Vishnu por dez vezes desceu à terra assumindo, a cada vez, uma forma diferente, isto é, apresentando-se sob novo avatar como animal, humano ou a mistura de ambos. O primeiro avatar foi o peixe Matsya.

Conta-se que um dia, o sábio Manu, fazia suas abluções quando um pequeno peixe nadou até suas mãos. O pequeno animal suplicou que o levasse consigo e cuidasse dele. Manu colocou o peixinho numa jarra; mas o animal cresceu de tal modo que foi necessário transportá-lo para um tanque.

No dia seguinte, já não cabia no tanque e passou para um lago. No outro dia, o lago já era pequeno para contê-lo. “Leve-me para o mar”, disse o peixe a Manu.

Manu obedeceu e, como recompensa, o peixe Matsya advertiu-o do dilúvio que aconteceria em breve cobrindo toda a terra. Enviou-lhe um grande barco e deu-lhe a ordem de nele colocar um casal de cada espécie vivente e sementes de todas as plantas. Em seguida, mandou-o entrar no barco.

Logo que Manu embarcou, o Oceano submergiu; via-se apenas Matsya, o deus Vishnu, sob a forma de um grande peixe unicorne, com escamas de ouro. Manu amarrou uma corda ao chifre do grande peixe. Viu, então, que a corda era a serpente Vasuki. E a humanidade, os animais e as plantas foram assim salvos da destruição geral.

6. O dilúvio na mitologia inca

O grande deus criador Viracocha tinha feito a terra e o céu e criado a primeira humanidade. Ordenou que os homens guardassem harmonia entre si, obedecessem a um código moral e o servissem e honrassem. Uma parte das suas criaturas, contudo, deixou-se dominar pelo orgulho e entregou-se a maldades, vícios e devassidão.

Encolerizado, Viracocha transformou os devassos em pedras, outros em animais e afogou os demais.

Mandou em seguida o grande dilúvio, chamado Uno Pachacuti, para cobrir o mundo. Poupou três indivíduos destinados ao repovoamento.

Quando as águas desapareceram restou apenas o lago Titicaca para os homens lembrar do dilúvio. Viracocha criou uma nova humanidade e mando-a povoar diferentes regiões. Retirou do lago o Sol e a Lua para fornecer luz. Naqueles dias, a Lua era mais brilhante do que o Sol o que a fez adorada por muitas tribos. Um dia, enciumado, o Sol lançou um punhado de cinzas à face da Lua tornando seu brilho opaco e de cor cinérea.

Viracocha é a grande divindade criadora da mitologia inca.

Viracocha é a grande divindade criadora da mitologia inca e de todos os povos da região dos Andes.

Fonte

  • FABRIS, Rinaldo. Problemas e perspectivas das ciências bíblicas. São Paulo: Loyola, 1993.
  • SUMÉRIO, Épico. Gilgamesh, rei de Uruk. Trad. Pedro Tamen. São Paulo: Ars Poetica, 1992.
  • Bíblia de Jerusalém. Disponível aqui.
  • DONNER, Herbert. História de Israel e dos povos vizinhos. São Leopoldo: Sinodal, 2004.
  • FOX, Robin Lane. Bíblia, verdade e ficção. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
  • GUIMARÃES, Ruth. Dicionário da mitologia grega. São Paulo: Cultrix, 1995.
  • SPALDING, Tassilo Orpheu. Dicionário de mitologia. São Paulo: Cultrix, 1999.
  • MAIL ONLINE. Is this the real Noah’s Ark? (Reportagem sobre a descoberta de Irving Finkel.)

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[…] história do dilúvio e da Arca de Noé povoa o imaginário ocidental desde muito antes do cristianismo. A história […]

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[…] o dilúvio, veja também esse artigo Dilúvios mitológicos que esta associado a busca arqueológica da Arca de […]

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[…] Segundo o hinduísmo, Brahma criou o mundo depois do dilúvio e, a partir desse dia, começou a marcar o tempo. Diz a lenda que Vishnu, sob o avatar do peixe Matsya, salvou a terra da destruição (veja artigo Dilúvios Mitológicos). […]

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