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“Tiradentes esquartejado”, de Pedro Américo: uma leitura crítica

18 de abril de 2022

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O pintor Pedro Américo (1843-1905) já era um artista renomado quando pintou “Tiradentes esquartejado”, em 1893. A tela foi feita por iniciativa do próprio pintor que pretendia criar um conjunto de obras sobre a Conjuração Mineira. O conjunto nunca foi feito, mas “Tiradentes esquartejado” reforçou a imagem do herói-mártir dos republicanos.

  • BNCC: 8º ano – Habilidade: EF08HI05, EF08HI11
  • Ensino Médio – Habilidade: EM13CHS106

CONTEÚDO

O artista e o contexto histórico

O paraibano Pedro Américo (1843-1905) foi um pintor da chamada escola romântica, um estilo artístico que vigorou na Europa em meados do século XIX e que teve, entre suas características, a exaltação dos sentimentos nacionalistas. Pintou temas históricos como A Batalha de Campo Grande (1871), Fala do Trono (1873), Batalha do Avaí (1874) e O grito do Ipiranga (1888). Essas telas exaltavam feitos da monarquia a quem Pedro Américo era grato, afinal seus estudos de artes plásticas em Paris, dos 16 aos 21 anos, foram patrocinados pelo imperador D. Pedro II.

Os ventos políticos, contudo, eram outros. A República fora proclamada, em 1889, e o novo governo ainda não se consolidara. A renúncia de Deodoro em 1891, revoluções na capital e no sul (Revolta da Armada e Revolução Federalista) e a crise econômica e financeira do Encilhamento fragilizavam o novo regime que sequer apoio popular possuía. O desafio de substituir um governo e construir uma nação exigia uma população unida em torno do novo projeto político. Uma das estratégias para tal, era eleger um herói “integrador e portador da imagem do povo inteiro”.

Heróis são símbolos poderosos, encarnações de ideias e aspirações, pontos de referência, fulcros de identificação coletiva. São, por isso, instrumentos eficazes para atingir a cabeça e o coração dos cidadãos a serviço da legitimação de regimes políticos. Não há regime que não promova o culto de seus heróis e não possua seu panteão cívico. (…) A falta de envolvimento real do povo na implantação do regime leva à tentativa de compensação, por meio da mobilização simbólica. (José Murilo de Carvalho)

Inicialmente, tentou-se alçar à posição de herói republicano os principais participantes do 15 de novembro, entre eles, marechal Deodoro, Benjamin Constant e Joaquim Floriano. Não deu certo.

Tiradentes, o único executado na Conjuração Mineira, atendia às exigências da mitificação. O sonho de implantar uma Republica o contrapunha aos monarquistas. Seu nome estava nos clubes republicanos e ele era o herói exaltado pelos setores republicanos mais radicais por sua origem humilde e popular em contraste com a elite econômica e política.

Em um contexto de tensões políticas e crise econômico-financeira, Tiradentes inaugura o panteão republicano como elemento integrador, o mártir que deu sua vida à causa republicana e, portanto, o herói cívico, por excelência.

Na figura de Tiradentes todos podiam identificar-se, ele operava a unidade mística dos cidadãos, o sentimento de participação, de união em torno de um ideal, fosse ele a liberdade, a independência ou a república. Era o totem cívico. Não antagonizava ninguém, não dividia as pessoas e as classes sociais, não dividia o país, não separava o presente do passado nem do futuro. Pelo contrário, ligava a república à independência e a projetava para o ideal de crescente liberdade futura. A liberdade ainda que tardia. (José Murilo de Carvalho)

Tiradentes tornou-se assim símbolo da República e, em 1890, a data de sua morte, 21 de abril foi declarada feriado nacional.

Por essa época, Pedro Américo perdera sua posição de pintor oficial e, pouco depois, fora aposentado do cargo de professor da Academia de Belas Artes (1890). Suas ligações com o regime deposto dificultavam as encomendas de trabalhos. Motivado pelo centenário da morte de Tiradentes (1892), Pedro Américo, por iniciativa própria, produz a tela procurando recuperar o apoio do governo, em especial do Estado de Minas Gerais para o qual ela é oferecida. A pintura faria parte de um conjunto de cinco telas que retratariam a tragédia da conjuração.

Qual era a aparência de Tiradentes?

Quase nada se sabe sobre a aparência física de Tiradentes. Não há retratos do século XVIII e as poucas descrições são imprecisas. Não se sabe se era branco ou mulato, rico ou pobre e mesmo seu verdadeiro papel na conjuração não é plenamente conhecido e ainda gera muito debate entre os historiadores. Transformou-se em um mito sem ter sido plenamente conhecido como personagem histórico.

Como lembra Murilo de Carvalho, a construção do mito transcende ao debate historiográfico:

 O domínio do mito é o imaginário que se manifesta na tradição escrita e oral, na produção artística, nos rituais. A formação do mito pode dar-se contra a evidência documental; o imaginário pode interpretar evidências segundo mecanismos simbólicos que lhe são próprios e que não se enquadram necessariamente na retórica da narrativa histórica.

Mesmo de aparência física desconhecida, sabe-se que Tiradentes, sendo militar, usava barba raspada e bigodes fartos como todos os militares da época. Quando foi enforcado, vestia um camisolão branco e estava com o cabelo e a barba totalmente raspados, como era costume para os condenados. Contudo, essa não foi a imagem dada ao herói.

O herói cívico-religioso martirizado

A representação de Tiradentes ganhou contornos religiosos: o mártir foi associado a Cristo e recebeu a aparência consagrada pela iconografia cristã. A barba crescida, o rosto sereno e o olhar elevado aos céus reforçavam a associação de Tiradentes com a imagem de Cristo.

Mas é bom lembrar que a representação de Tiradentes como Cristo não foi invenção dos republicanos e nem de Pedro Américo. Poetas e escritores já tinham feito essa associação ainda na época do Império. Há, inclusive, registros de festas comemorativas da Conjuração Mineira e da morte de Tiradentes nas últimas décadas do século XIX.

Na década de 1890 e, sobretudo, no tempo dos presidentes Campos Sales (1898/1902) e Rodrigues Alves (1902/1906), a imagem de Tiradentes como herói cívico-religioso fixou-se. Nesses anos, houve, em todo país, uma febre de construção e reformas de prédios para abrigar as novas funções políticas e administrativas trazidas pela República. É dessa época, por exemplo, a reforma do Palácio do Catete, antiga residência aristocrática, para adaptar-se ao novo uso administrativo e de residência oficial do presidente da República.

“O martírio de Tiradentes”, Aurélio de Figueiredo, 57 x 45 cm, 1893, Museu Histórico Nacional, RJ (esquerda). “Tiradentes”, Décio Villares, 60,5 x 49,7cm, 1880, Igreja Positivista do Brasil, RJ. (direita).

“A leitura da sentença”, Eduardo de Sá, início do séc.XX, Museu Histórico Nacional, RJ (esquerda). “Resposta de Tiradentes à comutação da pena de morte dos inconfidentes”, final do XIX, de Leopoldino de Farias, Museu Histórico Nacional, RJ (direita).

Para decorar os novos salões, foram encomendadas pinturas que exaltavam a nação e o culto patriótico. Entre os temas encomendados aos pintores estavam aqueles referentes a Tiradentes, o herói republicano. Nessa pintura de exaltação da República, destacaram-se: Décio Villares (1851-1931), Eduardo Sá (1866-1940) e Aurélio de Figueiredo (1856-1916) cujas telas sobre Tiradentes foram reproduzidas incansavelmente em jornais, revistas e livros escolares consagrando, no imaginário popular,  a imagem do herói cívico como Cristo.

“Tiradentes esquartejado”, de Pedro Américo

“Tiradentes esquartejado”, Pedro Américo, 2,70 x 1,65 m, 1893, Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora, MG.

“Tiradentes esquartejado”, Pedro Américo, 2,70 x 1,65 m, 1893, Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora, MG.

1. História da pintura

É uma pintura a óleo sobre tela, de grandes dimensões: 2,70 m de altura x 1,65m de largura, o que faz Tiradentes parecer do tamanho natural provocando forte impacto visual no espectador que se sente, assim, testemunha da tragédia.

Pedro Américo levou apenas 12 dias para concluir a pintura e ela foi exposta em Florença, Itália, onde residia o artista, em 1893.

Pedro Américo denominou a obra de Tiradentes supliciado, mas o nome não pegou e ela ficou conhecida como Tiradentes Esquartejado.

A tela foi executada por iniciativa própria de Pedro Américo. Em 1892, ano do centenário da morte de Tiradentes, o pintor pensou em uma série sobre a Conjuração Mineira, na expectativa de ver esses quadros incorporados, em um futuro próximo, à Galeria Nacional  – o que acabou não acontecendo.

O quadro deveria fazer parte de um conjunto de 5 telas, sendo e última pintura da série, mas acabou sendo a única realizada. Das outras, só restou o esboço de uma: A mais importante das reuniões dos conjurados (CHRISTO, 2005).

Para realizar a pintura, Pedro Américo buscou informações sobre a execução de Tiradentes. Consultou duas obras: História Geral do Brasil (1854 e 1857), de Varnhagem, Visconde de Porto Seguro e, especialmente, História da Conjuração Mineira (1873), de Joaquim Norberto de Souza Silva, que era, até então, o único livro sobre o movimento. Os livros foram emprestados pelo Barão do Rio Branco.

2. Recepção da pintura pela crítica

“Qualquer pessoa que não conheça a fisionomia do Tiradentes apenas verá nessa tela um açougue de carne humana. O artista dirá, talvez, que foi fiel à história; pois sim, mas que quer dizer isso?” – questionou o professor de estética da Escola Nacional das Belas Artes, Carlo Parlagreco, quando o quadro Tiradentes esquartejado foi exposto no Rio de Janeiro, em julho de 1893 (CHRISTO, 2007).

A tela de Pedro Américo foi rejeitada pela crítica em sua primeira aparição pública. O quadro, longe de mostrar um herói em ação, retrata-o morto, aos pedaços. Pintores da época retrataram o herói vencido, preso, em julgamento ou pronto para ser executado, mas deixavam ao espectador imaginar o desfecho da ação. O corpo supliciado não era mostrado.

Tiradentes esquartejado fugia dos cânones republicanos de sugerir uma visão de futuro, do herói vivo ou revivido nos ideais do novo regime que se implantava.

A pintura foi adquirida pela prefeitura de Juiz de Fora por intermédio de um vereador que coordenava o Museu Mariano Procópio. Continua fazendo parte do acervo do museu. Somente cinquenta anos depois, em 1943, foi reproduzida para o livro biográfico de Pedro Américo, escrito por Cardoso de Oliveira.

3. Símbolos da tela

Representar Tiradentes despedaçado, o herói da República, pode sugerir uma crítica ao regime republicano e não uma exaltação a ele. O país estava, então, sob grande instabilidade com os efeitos da crise financeira do Encilhamento e da queda dos preços do café, e também dividido com revoltas militares no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul que deixaram cerca de 10 mil mortos.

Por outro lado, mostrar o corpo dilacerado de Tiradentes não seria uma exaltação da pátria nem do mártir, mas sim a representação da violência do sistema colonial, a constatação do fracasso da Conjuração e da solidão da morte de um inocente.

A forca, colocada em um local alto, a cabeça decepada e o crucifixo na parte superior do cadafalso evocam um altar e o suplício de Cristo. Estabelece-se assim, a morte violenta do herói que deu seu sangue à causa da liberdade.

A cabeça de Tiradentes com cabelos e barba longa e na cor ruiva tem características que assemelham às representações de Jesus Cristo, inclusive com uma tela do próprio Pedro Américo, Cristo Morto, de 1901. O tom de pele pálido reforça a ideia de Tiradentes como herói martirizado cujo sofrimento o compara a Cristo e o torna santo (MUNEIRO, 2009).

O braço esquerdo pendente faz clara alusão a outras imagens cristãs: Pietá (1497-1500), de Michelangelo, e Deposição de Cristo (1602-04), de Caravaggio. Lembra, também, a tela A morte de Marat (1793), de David (acima) – líder da Revolução Francesa, assassinado por suas ideias favoráveis ao povo.

Há ainda quem veja o formato do mapa do Brasil na disposição das partes do corpo (pé, braço, tronco e perna estendida). O corpo despedaçado seria a representação do Brasil dilacerado?

Finalmente, o esquartejamento como cena final permite outra analogia, segundo Christo: “O esquartejamento impede a ressurreição dos ideais do personagem, nos fixa na morte” (Christo apud KASSAB, 2006).

4. A força da mitificação do herói

Em 1949, Portinari pintou “Os despojos de Tiradentes no caminho novo das Minas” mantendo a aproximação com a simbologia religiosa. O painel mostra os pedaços do corpo pendendo de postes e mulheres ajoelhadas que lembram a cena do Calvário.

Tiradentes Candido Portinari

Painel Tiradentes, detalhe, Cândido Portinari, 1949, Salão do Memorial da América Latina, SP.

A força do mito atravessou décadas e marcou outras datas contemporâneas: a inauguração de Brasília, a nova capital da República, em 1960 e o anúncio da morte de Tancredo Neves, o primeiro presidente civil eleito depois do regime militar.

A notícia do óbito presidencial, em 21 de abril de 1985, associou Tiradentes ao presidente que prometia a instauração da liberdade e a democracia. Três dias depois, comentava Eliakim Araújo no programa Globo Repórter (24/04/1985): “Esta noite, quando a histórica São João del Rei enterrou o seu presidente, reuniu num só destino dois filhos ilustres de seu chão: Tancredo de Almeida Neves e Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Patrono cívico da nação brasileira”.

O mito alimentava outro mito. Mas isso já é outra história.

5. Infográfico da pintura

Para imprimir o infográfico, clique aqui.

Na página dos infográficos, busque “Tiradentes esquartejado” em História do Brasil.

“Tiradentes esquartejado”, Pedro Américo, 1893, infográfico.

Fonte

  • CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
  • MUNEIRO, Lilian. “Tiradentes esquartejado”: espacialidade e comunicabilidade na obra de Pedro Américo. Intercom. Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. X Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul, Blumenau, 28 a 30 de maio de 2009.
  • BARROS, Francisca Argentina Gois. A arte como princípio educativo: uma nova leitura de Pedro Américo de Figueiredo Melo. (Doutorado). UFCE, Faculdade de Educação, 2006,
  • MILLIET, Maria Alice. Tiradentes: o corpo do herói. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
  • CHRISTO, Maraliz de Castro Vieira. Pintura, História e Heróis no século XIX: Pedro Américo e “Tiradentes Esquartejado”. Tese de doutorado. UNICAMP, 2005.
  • CHRISTO, Maraliz de Castro Vieira. A narrativa de Pedro Américo sobre a Conjuração Mineira. II Encontro de História da Arte, IFCH-Unicamp, Campinas, SP, 27-29 de março de 2006.
  • CHRISTO, Maraliz de Castro Vieira. Herói em pedaços. Revista da Biblioteca Nacional, no. 19. Abril de 2007.
  • CHRISTO, Maraliz de Castro Vieira. Tiradentes esquartejado: a fragilidade do herói no ocaso da pintura de história. XXVI Colóquio – CBHA, julho 2007.
  • CHRISTO, Maraliz de Castro Vieira; OLIVEIRA, Cecilia Helena L. de Salles. A nação contada por imagens: arte, cultura visual e escrita da História. Revista Almanack, n. 29, 2021.
  • AIRES, José Luciano de Queiroz. Pintando o herói da República: a construção do imaginário mitificado de Tiradentes e o ensino de História. ANPUH, XXV Simpósio Nacional de História, Fortaleza, 2009.
  • KASSAB, Álvaro. Fragmentos de um herói despedaçado. Jornal da Unicamp, 345, 27 nov-3 dez 2006.
  • SIMAN, Lana Mara de Castro & FONSECA, Thaís Nívia de Lima (orgs.). Inaugurando a História e construindo a nação: discursos e imagens no ensino de História. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
  • SALGUEIRO, Valéria. A arte de construir a nação: pintura de história e a Primeira República.
  • PALHA, Cássia R. Louro. Televisão e política: o mito Tancredo Neves entre a morte, o legado e a redenção.

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Ana Carolina Rodrigues
Ana Carolina Rodrigues
9 anos atrás

Obrigada por mais esta aula! Estou amando o blog!

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[…] Para finalizar esse trabalho, sugerimos a análise da iconografia relativa a  Tiradentes. Para isso veja o post “Tiradentes esquartejado, uma leitura crítica” (acesse aqui). […]

Gardenia Candido
Gardenia Candido
8 anos atrás

Uau! Acabei de descobrir esse blog e estou encantada! Já vai para Meus Favoritos! Parabéns! Observo um pequeno equívoco quanto ao ano da Proclamação da República: 1889 e não 1888, como citado acima. Foram anos muitíssimos importantes para a nossa Nação!

Joelza Ester
Joelza Ester
8 anos atrás

Ops! Erro nosso! Muito obrigada por avisar! Já será corrigido. Abraço.

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[…] “Tiradentes esquartejado”: Uma leitura crítica. […]

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[…] “Tiradentes esquartejado”, uma leitura crítica […]

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[…] pintor Pedro Américo (1843-1905) já era um artista renomado quando pintou “Tiradentes esquartejado esquartejado”, em 1893. A tela foi feita por iniciativa do próprio pintor que pretendia criar um […]

Luiz Claudio Carneiro de Souza
Luiz Claudio Carneiro de Souza
5 anos atrás

Excelente texto,parabéns!

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