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Entra em vigor o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda

01 de janeiro de 1801

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Em 1º de janeiro de 1801 surgia o Reino Unido conforme definido pelo Ato de União (aprovado em 1º de agosto de 1800) que reuniu a Grã-Bretanha e o Reino da Irlanda com um parlamento unido e sediado em Londres. A primeira reunião do Parlamento do Reino Unido ocorreu em 22 de janeiro daquele ano.

A fusão dos dois reinos foi motivada por causa das incertezas, por parte da Grã-Bretanha, que se seguiram à Revolução Francesa de 1789 e, principalmente à Rebelião Irlandesa de 1798 que defendeu ideias republicanas inspiradas na Revolução Americana e nos jacobinos franceses. Havia o risco da Irlanda romper com a Grã-Bretanha e aliar-se aos franceses, enquanto um reino unido excluiria essa possibilidade. Além disso, a ascensão de Napoleão Bonaparte e sua política expansionista de claro confronto com a Grã-Bretanha tornava ainda mais premente a fusão dos dois reinos e de seus parlamentos.

Na formação do Reino Unido, a Câmara dos Lordes da Grã-Bretanha recebeu quatro bispos da Irlanda como Lordes Espirituais. A Câmara dos Comuns recebeu 100 membros da Irlanda. A Igreja da Inglaterra e a Igreja da Irlanda se uniram em uma Igreja Episcopal Protestante, a ser chamada de Igreja Unida da Inglaterra e Irlanda. O exército irlandês foi fundido ao Exército da Grã-Bretanha.

Em 1922, a República da Irlanda (parte sul) saiu da união ao proclamar sua independência deixando apenas a parte norte da ilha integrada ao Reino Unido. Desde então, o nome oficial daquele Estado soberano e insular é Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

Uma das mais conhecidas monarcas do Reino Unido foi a rainha Vitória, cujo reinado foi marcado por uma grande expansão do Império Britânico. Seu longo reinado ficaria conhecido como Era Vitoriana (1837 a 1901). No período vitoriano, uma das mais importantes medidas econômicas adotadas foi a revogação dos Atos de Navegação, que haviam sido instituídos por Oliver Cromwell, no século XVII.

Bandeira do Reino Unido

A bandeira do Reino Unido baseia-se nas bandeiras da Inglaterra, da Escócia e da Irlanda.

Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido: diferenças

Inglaterra é o país que tem como capital a cidade de Londres. O nome deriva do inglês arcaico Engla Land (“terra dos anglos”). Os anglos foram uma das tribos germânicas que ali se estabeleceram a partir do século V. Até então, a região era a província de Britânia integrante do Império Romano que a conquistou em 43 d.C. durante o reinado do imperador Claudio. Os romanos fundaram Londinium (Londres) que se tornou a capital da Britânia romana.

Grã-Bretanha é o nome da maior ilha britânica, que abriga três países: Inglaterra, País de Gales e Escócia. O termo surgiu em 1º de maio de 1707 por meio de um acordo chamado Tratado da União criava um Estado soberano chamado Reino Unido da Grã-Bretanha ou somente Grã-Bretanha.

O acordo de 1707 ligava a Escócia à Inglaterra (esta, na época, incluía o País de Gales). Durante o século XVIII ambos eram controlados pelo parlamento inglês e tinham o monarca Jaime VI da Escócia como único rei. Esse modelo de Estado durou até o início do século XIX. A Grã-Bretanha foi o primeiro país do mundo a se tornar totalmente industrializado.

Em 1801, com a entrada da Irlanda, o Estado passou a ser chamado Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda ou apenas Reino Unido, representado pela sigla UK (United Kingdom).

Grã-Bretanha e Reino Unido

A Grã-Bretanha (à esquerda) surgiu em 1707 para designar a união de três países: Inglaterra, País de Gales e Escócia. Já o Reino Unido (à direita), termo surgido em 1801, refere-se à união da Grã-Bretanha e da Irlanda.

Reino Unido: características

O Reino Unido é um Estado soberano, com uma moeda única, a libra esterlina, um hino próprio (God save the Queen, “Deus salve a rainha”) e bandeira, que é composta pela combinação de três elementos que remetem aos padroeiros dos países: a Cruz de São Jorge, representando a Inglaterra, a Cruz de Santo André, representando a Escócia, e a Cruz de São Patrício, representando a Irlanda.

Cada país do Reino Unido tem autonomia para decidir questões internas, como saúde e educação por meio de suas assembleias nacionais.

Questões mais amplas e que envolvam política externa são decididas pelo Parlamento britânico, sediado em Londres onde também se encontra o Palácio de Buckingham, residência oficial da rainha.

O Reino Unido é uma monarquia constitucional e uma democracia parlamentar com duas câmaras: Câmara dos Lordes e Câmara dos Comuns. O chefe de governo é o primeiro-ministro; sua nomeação é feita pelo monarca que convida o líder do partido que comanda a maioria absoluta na Câmara dos Comuns. Cabe ao primeiro ministro as tarefas do gabinete do Poder Executivo.

O monarca que, desde 1952, é a rainha Elizabeth II, é o chefe de Estado e, como tal, desempenha um papel representativo e cerimonial muito significativo e de enorme visibilidade. O chefe de Estado personifica os ideais e a longevidade do Estado, representa a legitimidade e o espírito de uma nação e, portanto, o poder do povo.

O termo “britânico” refere-se aos três países da Grã-Bretanha e à Irlanda.

Em campeonatos esportivos mundiais, como a Copa do Mundo, as quatro nações (Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda) competem separadamente. Já nas Olimpíadas, o Reino Unido compete junto, mas adota o nome Grã-Bretanha para se diferenciar da Irlanda, pois os atletas da Irlanda do Norte podem competir por ambos os países.

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