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Testada a primeira bomba nuclear da História

16 de julho de 1945

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Em 16 de julho de 1945, às 5h29min45, foi realizada a Experiência Trinity, o primeiro teste de arma nuclear da História, no deserto de Los Alamos, no Novo México. Tratava-se do Projeto  Manhattan, projeto ultrassecreto dos Estados Unidos liderado pelo general Leslie Groves e pelo diretor científico do Laboratório de Los Alamos, Julius Robert Oppenheimer, considerado o “pai da bomba atômica” e quem batizou a operação de Trinity.

Desde 1939, os Estados Unidos e o Reino Unido estavam empenhados na investigação de armas nucleares, mas foi apenas em 1942 que foi adotado o nome de Projeto Manhattan e a responsabilidade passou a ser do Exército dos Estados Unidos.

A bomba nuclear da Experiência Trinity

Era uma bomba de plutônio de implosão, com potência de 18,6 quilotons (um quiloton equivale a mil toneladas de TNT). Com a tecnologia existente na época, a produção de plutônico mostrou-se mais simples do que a produção de urânio-235. O plutônio era um subproduto de reatores nucleares especialmente construídos.

No entanto, o plutônio obtido de reatores nucleares era consideravelmente menos puro o que resultaria em uma “bomba de explosão” que detonaria precocemente e com baixa eficiência. Este problema, identificado em 1942, levou a um redesenho da bomba de plutônio em direção ao conceito de “implosão”.

A questão era construir uma arma que comprimiria com elevada precisão a esfera de plutônio uniformemente em todas as direções radiais – qualquer erro mínimo resultaria num desequilíbrio de forças e consequente ejeção do plutônio, frustrando-se a explosão pretendida.

Devido à dificuldade em criar cargas com formatos e posicionamentos que permitissem obter compressões perfeitas, foi decidido tanto pelo líder militar do Projeto Manhattan, General Leslie Groves e pelo diretor científico, Robert Oppenheimer, que este novo conceito deveria ser objeto de testes antes ser aplicado na construção e posterior uso confidencial em condições de guerra.

Planejando a Experiência Trinity

O planejamento para o teste da bomba de plutônio foi feito por físicos e peritos em explosivos. O local apropriado para a experiência deveria ser tal que garantisse o segredo dos objetivos do projeto e que possibilitasse a recolha de dados do próprio teste.

Além disso, era preciso cuidar da segurança do corpo de funcionários, protegendo-os dos resultados de uma experiência desconhecida e altamente perigosa. O fotógrafo oficial do teste, Berlyn Brixner preparou e instalou dezenas de câmaras para capturar a totalidade do evento em filme.

O local escolhido para o teste está situado no deserto Jornada del Muerto, no Novo México. O sítio fora selecionado em parte pelo seu suposto isolamento, mas na realidade, milhares de pessoas encontravam-se num raio de 64 km, algumas a cerca de 19 km de distância.

O lançamento da bomba

A bomba, apelidada de Invenção ou Engenhoca (do inglês Gadget), foi completamente montada em 13 de julho e suspensa, por meio de um guindaste, para o topo de uma torre de aço de 30 metros de altura.

A detonação estava inicialmente planejada para as 16h, mas foi adiada devido as chuvas e trovoadas no início daquela manhã. Nestas condições temia-se ser muito maior o perigo da radiação e das cinzas nucleares; os cientistas temiam também que relâmpagos pudessem causar uma detonação acidental.

A torre de lançamento de 30 metros de altura construída para o teste.

Às 04h45 do dia 16 de julho, chegou um relatório meteorológico crucial e favorável ao projeto. Às 05h05 iniciou-se a contagem decrescente a cada 20 min. A maioria dos cientistas e oficiais principais observaram a explosão de um acampamento-base, 16 km a sudoeste da torre de teste. Outros observadores encontravam-se a cerca de 32 km, e alguns outros encontravam-se dispersos a diferentes distâncias, alguns em situações mais informais (o físico Richard Feynman afirmou ter sido a única pessoa a ver a explosão sem recorrer aos óculos escuros fornecidos, contando apenas com o párabrisa de um caminhão para filtrar os comprimentos de onda ultravioleta nocivos.

Às 05h29min45 locais, o artefato explodiu com uma energia equivalente a 19 kt de TNT. Deixou, no deserto, uma cratera de vidro radioativo de 3 m de profundidade e 330 m de diâmetro. No momento da detonação, as montanhas circundantes foram iluminadas mais intensamente do que num dia de sol por cerca de um ou dois segundos, e foi relatado, no acampamento-base, um calor tão intenso como o de um forno.

As cores observadas variaram de púrpura a verde e, por fim, a branco. O som da onda de choque levou 40 segundos para chegar aos observadores. Ela foi sentida a mais de 160 km, tendo o cogumelo atômico chegado a 12 km de altura.

O diretor do Laboratório de Los Alamos, Robert Oppenheimer, referiu mais tarde que, ao observar a demonstração, lhe veio à memória uma frase do texto sagrado hindu Bagavad Gita:

“Tornei-me a Morte, Destruidora de mundos”

Explosão da bomba de plutônio Trinity, em Los Alamos, Novo México, Estados Unidos, em 16/07/1945.

E agora, sobre qual país lançar a bomba?

O sucesso do teste levou à construção das bombas Little Boy (de urânio) e Fat Man (de plutônio).  A questão crucial era sobre qual país lançá-las. A Alemanha, o alvo original, já havia capitulado em 8 de maio.

Restava um único país beligerante, o Japão, que estava agonizante. Nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, apenas três semanas depois da Experiência Trinity, as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki foram bombardeadas matando, de imediato 120 mil pessoas e eliminando toda a vida vegetal e animal em um raio de 1,5 km.

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